“O que me motivou a escrever esta história, e escolher este nome em particular,  foi sentir que o amor está em crise”

Entrevista: Helena Saraiva – autora do Livro “Chamo-me Agora”
Helena Saraiva, autora do Livro “Chamo-me Agora”, é natural de Trancoso. Estudou em Trancoso (12º ano). Actualmente está a frequentar um curso superior na universidade.
Nos tempos livres gosta de fazer desporto, ler, escrever, estar com amigos.
 
A GUARDA: O que a motivou a escrever “Chamo-me Agora”?
 
Helena Saraiva: O que me motivou a escrever esta história, e, escolher este nome em particular, foi sentir que o amor está em crise. Que nos perdemos a tentar afirmar uma identidade perante a sociedade, quando não nos permitimos olhar ao espelho e perceber quem somos de verdade.
Onde andam os nossos sonhos? O que desejámos há 20 anos ainda nos faz sentido agora? O que gostaríamos de fazer se nos concedessem 24h e se durante esse período fossemos livres de fazer o que nos desse na gana e tudo fosse permitido? São questões às quais não sei responder, acredita? Consigo atropelar-me ao tentar dar a resposta. Nenhuma me parece adequada. Nesta mania que temos de querer agir e ser correctos sempre. Até nas respostas que damos a nós próprios, acabamos por falhar. E foi esse o impulso para escrever este livro. “Chamo-me agora” é um livro que apela à reflexão sobre a forma como passamos pela vida, que, regra geral, fica muito aquém do que por vezes desejaríamos.
Se cada um de nós recuperar a sua identidade, sonhos e valores, acredito que o mundo será um lugar muito melhor para todos.
 
A GUARDA: Quando e onde é que o livro será apresentado publicamente?
 
Helena Saraiva: O livro vai ser apresentado este sábado, dia 28 de Janeiro, no Hotel Versatile, na Guarda.
 
A GUARDA: É mentora do projecto e Presidente e Coordenadora da Rugas de Sorrisos – Associação de Apoio Social. Como concilia a escrita com este projecto?
 
Helena Saraiva: Naturalmente. Fazem ambos parte da minha rotina diária. Amo o que faço. E quando se tem amor pelo que se faz consegue-se sempre tempo para conciliar as coisas. Para além disso acredito que os dois se complementam. Sinto que sou melhor na Rugas de Sorrisos- Associação de apoio social e defendo melhor os papéis que represento como Presidente e coordenadora, desde que ganhei coragem para me dedicar à escrita, não como hobbie, mas como estilo de vida.
A GUARDA: Este livro é uma história sobre histórias?
 
Helena Saraiva: O livro é uma história sobre histórias e mal-entendidos que nos vão acompanhar até ao fim. Fala de amor nas suas variadas formas e do quanto perdemos sempre que o tentamos silenciar. E, não vou revelar mais para não defraudar expectativas.
 
A GUARDA: “Ser e fazer simples; ter as pessoas certas; acreditar no amor” são mesmo os ingredientes para um livro e para a vida?
 
Helena Saraiva: Na minha perspectiva são. Até agora são estes os ingredientes que me guiam e permitem crescer como pessoa e abrir caminho em todas as áreas da minha vida.
 
A GUARDA: O livro tem associada uma campanha de solidariedade. Qual a finalidade desta campanha?
 
Helena Saraiva: A campanha de crowdfunding “Chamo-me agora”, não tem como objectivo ser uma campanha de solidariedade, mas sim, dar a conhecer os vários livros da minha autoria e chegar ao maior número de pessoas possível.
Quem consultar este link https://ppl.pt/agora e seguir os passos vai perceber que dependendo do valor, tem como recompensa um dos meus livros, a um preço mais em conta que nas plataformas, ou na compra directa à autora.
 
A GUARDA: Este é o quarto livro que escreve, em quatro anos. Ambiciona fazer caminho no mundo literário?
 
Helena Saraiva: Sim. Como referiu é o meu quarto livro em quatro anos e não pretendo parar por aqui. Escrevo por paixão e porque acredito que há espaço para este tipo de literatura. Passo a passo, gostaria de fazer o meu trajecto no mundo literário, embora tenha consciência de que depende sempre da escolha (ou não) dos leitores.
 
A GUARDA: A quem recomenda a leitura de “Chamo-me Agora”?
 
Helena Saraiva: Este é um livro para toda a gente que goste de uma boa história.

Notícias Relacionadas