“A Fundação é detentora de um valioso acervo documental, composto por milhares de obras da família Esteves Pinheiro, que estão a ser alvo de um rigoroso processo de inventariação, catalogação, conservação e restauro”

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Entrevista: Maria da Conceição Luzia Marcos Raposo, Presidente da Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro

Maria da Conceição Luzia Marcos Raposo, Presidente da Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro, é filha de pais portugueses, mas natural de França.
Estudou na Faculdade Ciências Sociais e Humanas da Faculdade Nova de Lisboa, Escola Transpessoal – Desenvolvimento Pessoal e Profissional e Zengar Institute Inc. (Canadá).
Nos tempos livres gosta de ler, do contacto com a natureza, de espectáculos musicais e de cinema.
Maria da Conceição Luzia Marcos Raposo, Presidente da Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro, é filha de pais portugueses, mas natural de França.
Estudou na Faculdade Ciências Sociais e Humanas da Faculdade Nova de Lisboa, Escola Transpessoal – Desenvolvimento Pessoal e Profissional e Zengar Institute Inc. (Canadá).
Nos tempos livres gosta de ler, do contacto com a natureza, de espectáculos musicais e de cinema.
A GUARDA: O que é e para que foi criada a Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro?

Maria Raposo: O sonho comanda a vida e o sonho de três irmãos começou por definir, à distância no tempo, este projecto que se concretizou recentemente. Entre vontades de constituir uma biblioteca e de proceder ao restauro de uma igreja, caminhou-se para a criação da Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro.
Após falecimento do irmão Pe. José Júlio, as irmãs Beatriz Luzia Esteves Pinheiro e Maria Lídia Luzia Pinheiro Gata Limão, instituem a Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro, a Dezembro de 2020.
A Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro foi entretanto reconhecida pela Presidência do Conselho de Ministros, publicado no Diário de República, II Série, n.º 6, de 28/03/2022, sob o número 3629/2022.
Objectivamente os dois grandes objectivos deste projecto são a empreitada de conservação e restauro na Igreja Matriz de São Miguel de Malhada Sorda e proporcionar a fruição do acervo documental da família à comunidade.

A GUARDA: Em termos físicos e estruturais, como funciona esta Fundação?

Maria Raposo: A Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro segue e cumpre as demandas das Fundações em Portugal, enquanto pessoa colectiva de direito privado, sem fins lucrativos.
A sede ficará sediada na casa pessoal do Pe. José Júlio em Malhada Sorda.
Este projecto só faz sentido ser a partir da freguesia de Malhada Sorda e do concelho de Almeida, dado que há um nascimento que acontece em diferentes fases nesta aldeia, através dos variados marcos de vida que se tornam alimento deste sonho.

A GUARDA: Podemos dizer que a Fundação vai muito para além da preservação da memória de uma família de Malhada Sorda?

Maria Raposo: O ponto de partida que começou por definir os pilares da constituição da Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro torna-se na alavanca de uma motivação focada na preservação do património cultural e histórico.
Sem dúvida que o mérito é destes três irmãos e não poderemos nunca esquecer que foram as suas próprias motivações e privações que deram corpo a este projecto. No entanto, não procuramos a perpetuação do nome da família, mas sim do património cultural da região.
A GUARDA: A Fundação tem como patrono o padre Júlio Pinheiro. Quem foi este Homem ilustre do ensino e da cultura?
Maria Raposo: O Pe. José Júlio Pinheiro foi um eterno apaixonado pelo ensino, pedagogia e literatura. Foi professor em diferentes instituições e em diversas universidades do mundo.
Investiu na aquisição do seu conhecimento e do seu património cultural. Esteve em contínua formação e auto-formação. É um percurso de um enriquecimento constante no seu património de conhecimento. Mas é também um percurso de uma partilha enorme tanto como professor, como investigador, e como coordenador.
Foi motor de mudança e a mudança é um princípio fundamental e inevitável da existência humana. Ele experienciou essa mudança na sua aprendizagem, evolução, e partilha, sempre com empatia.

A GUARDA: Para além do valioso acervo documental, o que distingue esta Fundação?

Maria Raposo: A constituição da biblioteca resulta de um trabalho de longos anos desenvolvido pelo Pe. José Júlio Pinheiro. A Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro pretende dar vida e luz a este profundo mergulho de conhecimento, projectando uma partilha em laivo de continuidade, de um bem cultural que com base nos princípios da Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro deve sustentar o princípio de pesquisa e partilha no conhecimento que alicerçou o percurso académico do Pe. José Júlio Pinheiro.
A Igreja Matriz de Malhada Sorda tem um valor histórico que testemunha a importância desta aldeia, do seu concelho, da sua comunidade com os seus viveres, as suas lutas, os seus cresceres, os seus sentimentos e as suas glórias. A revalorização desta herança cultural e histórica é um dos desejos das instituidoras que se irá reflectir na preservação e promoção do património cultural da região. Pretendemos que os olhares distraídos refoquem alguma da sua atenção no património esquecido do interior do país.

A GUARDA: Quais os principais projectos que a Fundação pretende desenvolver, quer na Malhada Sorda quer no concelho de Almeida?

Maria Raposo: O ponto de partida são: o projecto de biblioteconomia que irá estar disponível em Almeida, e a empreitada de conservação e restauro na Igreja Matriz de São Miguel de Malhada Sorda.

A GUARDA: Quando e como é que acervo documental, composto por milhares de obras da família Esteves Pinheiro, vai ser disponibilizado à comunidade?

Maria Raposo: A Fundação é detentora de um valioso acervo documental, composto por milhares de obras da família Esteves Pinheiro, que estão a ser alvo de um rigoroso processo de inventariação, catalogação, conservação e restauro, para que possa ficar disponível para fruição da comunidade já no início do próximo ano. Este projecto parte de um protocolo de parceria com uma entidade do concelho de Almeida, que possibilitará o acesso livre ao acervo.

A GUARDA: De que maneira é que a Fundação pode contribuir para a promoção cultural e até mesmo turística de Malhada Sorda e do concelho de Almeida?

Maria Raposo: Existe uma relação directa entre o investimento na recuperação do património local e a promoção cultural e turística desse território. A intervenção na Igreja de Malhada é para além de uma necessidade inequívoca de salvaguarda do seu património integrado, uma forma de promover a freguesia da Malhada. O projecto de biblioteconomia também irá atrair interessados, académicos e investigadores, sendo que o papel da Fundação não se esgotará na disponibilização de consulta pública do acervo, mas também na promoção desse património em várias comunidades nacionais e internacionais.

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