Operação Floresta Segura da GNR vai reforçar vigilância e fiscalização da floresta

Iniciativa teve início no dia 1 de Fevereiro

A Guarda Nacional Republicana realiza até 30 de Novembro a Operação “Floresta Segura 2024”, através de acções de sensibilização, vigilância e fiscalização das zonas florestais no âmbito da prevenção e detecção de incêndios rurais.
Em comunicado, a GNR explica que a operação, que teve início no dia 1 de Fevereiro e termina em 30 de Novembro, visa igualmente a “investigação de causas e os crimes de incêndio florestal e validação das áreas ardidas, para prevenir, detectar, combater e reprimir actividades ilícitas, garantindo a segurança das populações, dos seus bens e a preservação do património florestal”.
A GNR dá conta de que a severidade dos incêndios rurais de 2017 e o seu impacto dramático constituíram um ponto de viragem na definição e implementação de estratégias que visam assegurar uma eficiente Defesa da Floresta Contra Incêndios.
No comunicado a GNR refere que “a floresta do continente é dominada por espécies autóctones, salientando-se os montados de sobreiros e azinheiras (cerca de 36% do total) e os pinheiros (cerca de 30%). Os eucaliptais ocupam 26% da superfície florestal e a restante área é distribuída por espécies de menor expressão (incluindo castanheiros, alfarrobeira, acácias, medronheiro, choupos, espécies ribeirinhas e outras resinosas”. Neste âmbito, destaca-se a responsabilidade da GNR na execução de acções de sensibilização, fiscalização, vigilância e detecção de incêndios rurais, na gestão da rede de vigilância e detecção, no apoio no ataque inicial e ataque ampliado, na execução de acções de fogo controlado, na investigação das causas e dos crimes de incêndio florestal, bem como na validação das áreas ardidas e apuramento de danos. Esta realidade florestal, associada à diversidade do país a nível geográfico, climático, social, cultural e infraestrutural, ao despovoamento do interior, ao envelhecimento da população rural, às alterações relativas ao aproveitamento e exploração da floresta, às alterações climáticas e à acumulação de elevada carga de combustível, potenciam a possibilidade de ocorrência de IR mais complexos e violentos.
De acordo com a GNR, desde o ano de 2013 e até 2023, verificou-se uma evolução positiva no que diz respeito à redução, não só do número de ignições, mas também da própria área ardida, registando-se menos 46% de incêndios rurais e menos 72% de área ardida, relativamente à média anual do período.
O ano de 2023 apresentou, segundo a GNR, o valor mais reduzido em número de incêndios rurais e o 3.º valor mais baixo no que à área ardida diz respeito, desde 2013.
Quanto às causas dos incêndios, a guarda indica que a realização de queimas e queimadas representam cerca de 32% das situações.
As acções a desenvolver pela GNR contam com a colaboração da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.

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