Vereadores da oposição acusam presidente da Câmara da Guarda de “populismo fácil”

Sérgio Costa promete continuar a governar com determinação

Na reunião desta segunda-feira, 22 de Janeiro, os vereadores da oposição acusaram o presidente da Câmara da Guarda de “populismo fácil”. Tanto os vereadores do PSD como a vereadora do PS acusaram Sérgio Costa de fazer muitas promessas que depois não são cumpridas e de usar a mesma estratégia do líder do Chega, André Ventura, ou seja “fazer demagogia”.
Sérgio Costa considerou que “a Guarda já está farta da cassete” dos vereadores da oposição e prometeu continuar “a governar com a mesma força, com a mesma resiliência, com a mesma determinação rumo ao futuro”.
Carlos Chaves Monteiro, vereador do PSD disse que “a execução política de projectos por parte deste executivo tem sido praticamente nula”. E acrescentou: “É uma gestão corrente e assenta exactamente na subsidiodependência”.
“Assistimos a uma narrativa, a uma verbalização constante de ideias, de previsões, de projectos, mas de concretização absolutamente zero, ou seja, é uma espécie de André Ventura 2.0”, considerou Carlos Chaves Monteiro. Explicou que “na verdade há uma diferença, é que André Ventura não governa mas o presidente da Câmara da Guarda governa”, no entanto “faz muito menos do que qualquer pessoa, qualquer líder partidário que quer atingir o poder porque em dois anos e meio nós continuamos vazios de ideias”.
A vereadora do PS, Adelaide Campos, espera que o presidente da Câmara da Guarda “tenha a mesma eficácia, a mesma celeridade, que utilizou para justificar o atraso do processo do Hotel de Turismo” também na resposta às promessas que fez na campanha eleitoral. Deu como exemplos de promessas relacionadas com a criação dos postos de trabalho, da fábrica da cerveja, da plantação de um milhão de árvores, da recuperação do centro histórico e a construção da Praça da Liberdade.
Adelaide Campos considera que “o presidente da Câmara andar a afirmar coisas simples, facilmente aceitáveis pelas pessoas, como dizer que o Hotel Turismo está muito atrasado e que a ENATUR não fez nada, é a mesma coisa que André Ventura dizer que vai arranjar 12 milhões de euros que não se sabe onde os vai buscar e onde os vai gastar”. E adiantou: “É lamentável todo este populismo”.
Sérgio Costa disse não saber se os representantes dos partidos políticos do PS e PSD na Câmara da Guarda “estão preocupados com o facto de nas eleições legislativas, nas sondagens, André Ventura ter uma subida vertiginosa”. Pediu para “não transportarem a política nacional, a campanha autárquica nacional para a Câmara da Guarda”, pois nuca irá “admitir isso”.
Referiu que “o presidente da Câmara foi eleito para governar, foi eleito para estar com as pessoas, para as pessoas e próximo delas”. E acrescentou: “Continuarei a andar por aí, na cidade, nos bairros, nas aldeias, na vila, continuaremos na justa medida das possibilidades orçamentais a dar os apoios às instituições nos termos dos regulamentos existentes e das deliberações da reunião de Câmara onde os partidos políticos também votam a favor”.

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