Relatório técnico serve de suporte para a Câmara não assinar protocolo com a Direcção-Geral das Artes

Guarda – Cultura

“Após alguns meses de avaliação e de um relatório técnico bem fundamentado pelos funcionários da autarquia, alguns do quais tinham feito precisamente a candidatura, constatamos que, o Município de Guarda, para receber, em 2022, 200 mil euros teria de gastar mais de 800 mil”, explicou o Presidente da Câmara da Guarda relativamente à candidatura do Teatro Municipal da Guarda à programação em rede da Direcção-Geral das Artes.
Em conferência de imprensa realizada no dia 28 de Dezembro de 2022, Sérgio Costa disse que esta situação “iria acontecer consecutivamente durante 4 anos, ou seja, a autarquia da Guarda para receber 800 mil euros (em 4 anos) teria que despender do orçamento, de todos nós, mais de 3 milhões de euros em quatro anos”.
O autarca explicou também que com esta candidatura “o município teria liberdade de actuação apenas em 15%”. Para Sérgio Costa a autarquia perdia a “autonomia da programação, em 85%, ficando obrigado a ir ao encontro dos critérios e objectivos desta candidatura, ou seja, teríamos assim uma diminuição acentuada da capacidade e da liberdade de acolher actividades extra, eventos associativos e outros cooperativos de entidades externas”.
Tendo por base o relatório técnico, Sérgio Costa, referiu que a programação de 2022 do Teatro Municipal da Guarda, já em consonância com a da candidatura apresentada à DGArtes, não foi de encontro ao público do Teatro Municipal tendo-se verificado “uma diminuição muito acrescida do público”. Adiantou que o Orçamento Municipal prevê “um investimento na programação do TMG de meio milhão de euros, aumentando em 150 mil euros em relação a 2019, último ano sem pandemia, com uma programação virada para os vários tipos de público que habitualmente frequentam o TMG não só do concelho, mas da região e do país, feita pelos técnicos da casa, tal como sempre foi”. E acrescentou: “Não precisamos que venham programar por nós e a preços demasiado elevados. Os nossos técnicos conseguirão, certamente, continuar a fazer aquilo que fizeram durante os últimos 12 anos”.
Recorde-se que o executivo da Câmara Municipal da Guarda decidiu apresentar uma candidatura “acreditando que era uma boa solução para a Guarda”, em que o município “gastaria cerca de 400 mil euros e a DGArtes financiaria 50% (200 mil euros)”. Na altura a autarquia até mostrou disponibilidade “para investir um valor de 500 mil euros, ligeiramente acimo do que estava previsto”.
Sérgio Costa justificou a mudança de estratégia depois de, em Novembro, conhecer o relatório dos técnicos que fizeram a candidatura, com o primeiro ano de programação da DGArtes.

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