Joaquim Brigas anuncia nova candidatura para a construção de uma residência de estudantes

Instituto Politécnico da Guarda

O anúncio de nova candidatura para a construção de uma residência de estudantes marcou o discurso de Joaquim Brigas, presidente do IPG – Instituto Politécnico da Guarda, na cerimónia comemorativa do Dia do IPG, que teve lugar no dia 22 de Janeiro. Durante a sessão, realizada no auditório dos serviços centrais e que contou com a presença do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, o presidente do IPG lamentou os obstáculos levantados à construção de uma nova residência de estudantes na Guarda.
Em relação à residência de estudantes, o Presidente do IPG disse que vai ser apresentada uma nova candidatura, esperando que “não enfrente os mesmos obstáculos com que a primeira se confrontou”.
Joaquim Brigas também falou da importância dos alunos estrangeiros para este estabelecimento de ensino superior e para as cidades da Guarda e de Seia e protestou contra as limitações levantadas pelo Governo cessante às matrículas de novos alunos estrangeiros, as quais, antes do presente ano lectivo, podiam ir até 30% do número total de vagas.
O presidente do IPG explicou que “o papel do ensino superior funciona como estímulo para o equilíbrio, para a sustentabilidade, para a moderação, para o consenso e para o compromisso” na sociedade portuguesa. Destacou “o exemplo do Politécnico da Guarda num programa europeu, o ‘NEWAVES’, que consiste numa parceria entre instituições de ensino superior e os média – em particular rádios – para promover competências digitais em territórios de baixa densidade populacional e combater a desinformação”.
Joaquim Brigas pediu o fim das actuais limitações aos alunos estrangeiros, dizendo que “é em territórios como estes, interiores, transfronteiriços e altamente envelhecidos, que os estudantes estrangeiros são necessários”. Adiantou que “estes estudantes, para além de tornarem viva a comunidade das cidades da Guarda e de Seia durante os seus estudos, são potenciais moradores qualificados para se fixarem nesta região”.
Joaquim Brigas referiu que são principalmente as instituições de ensino superior situadas fora dos grandes centros que têm promovido a coesão territorial e o desenvolvimento das regiões e do país ao longo de 50 anos de regime democrático. E explicou: “A capacidade de resposta destas instituições às necessidades das respectivas regiões, e aos desafios do território em que estão inseridas, tem sido um contributo valiosíssimo para que as respectivas comunidades e tecidos económico e social sejam hoje mais viáveis e competitivos”.
Joaquim Brigas referiu que “as instituições como o Politécnico da Guarda tornaram-se, não só em símbolos identitários das respectivas cidades e territórios, mas, também, nas suas principais fontes de atração de jovens, de fixação de população qualificada e de ligação ao tecido empresarial, às instituições sociais e aos produtores de cultura”.
O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, afirmou que “o ensino politécnico traz conhecimento, talento, juventude, proximidade e valorização do território”. Considerou que estas instituições de ensino superior “são a força motriz em várias cidades médias do país, aquilo que fez mexer, que preserva recursos e que capta pessoas”.

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