Incêndios causaram oito milhões de euros de prejuízos em infraestruturas municipais

Guarda – Assembleia Municipal

O presidente da Câmara Municipal da Guarda disse, que os incêndios deste Verão causaram oito milhões de euros de prejuízos em infraestruturas municipais e danos no valor de 1,5 milhões de euros em habitações. Na reunião da Assembleia Municipal que decorreu no dia 28 de Setembro, na sala António de Almeida Santos, na Câmara da Guarda, Sérgio Costa disse que “tem havido muita cautela” por parte dos autarcas da região e de governantes, quando se trata de falar em números.
Adiantou que os danos foram muitos e apresentou como exemplo a estrada entre Gonçalo e Valhelhas, o caminho do Castelão, entre Gonçalo e Famalicão, a ligação para a Quinta da Taberna, em Videmonte.
“Vamos ver o caminho que vai ser trilhado para que se encontrem as oportunidades certas e adequadas, no tempo certo, para que façamos face a essas necessidades”, referiu Sérgio Costa.
O autarca adiantou ainda que ao nível das infraestruturas das freguesias foram registados prejuízos de cerca de 50 mil euros. Em relação às habitações, no concelho da Guarda arderam 27 habitações, sendo cinco delas primeiras habitações.
“Estamos a falar num montante nunca inferior a 1,5 milhões de euros. Aguardamos que, por via da CCDR ou por via do IHRU possam sair os avisos necessários para que esta gente possa ali ir buscar as verbas necessárias para as primeiras habitações, as cinco, se não me falha a memória. As restantes vão ter zero de apoio. Foi isso que nos foi comunicado”, explicou.
Sérgio Costa prometeu continuar a “batalhar” e a “lutar”, “seja por via do plano de revitalização ou por outro plano qualquer, para que as segundas habitações possam também ser apoiadas”, por considerar que “é da mais elementar justiça” que tal aconteça.
Em relação a empresas, Sérgio Costa falou num prejuízo de cerca de meio milhão de euros, sobretudo no sector do turismo. “Uma delas até estava para abrir portas, em breve. Ardeu tudo”, explicou.
O autarca referiu ainda que devido aos incêndios, a qualidade da água de abastecimento público “pode ficar em causa”, situação que está a ser monitorizada diariamente pelos técnicos do município.

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