CIM Douro pede explicações sobre a ligação entre Pocinho e Barca d’Alva

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Jornal A Guarda

Reabertura do troço de 28 quilómetros continua adiada

A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM-Douro) não aceita mais “derrapagens temporais” e exige explicações ao Governo sobre a requalificação e o adiamento, para 2029, do projecto de reabertura da linha ferroviária até Barca d’Alva.
Em comunicado, divulgado no dia 3 de Maio, esta Comunidade Intermunicipal disse que o Douro “lamenta profundamente” que a sua linha ferroviária seja “sujeita a estes recuos inexplicáveis” e acusa o Governo de “falta de verdade” e de “incongruência temporal”.
Esta tomada de posição surge depois da publicação, em Diário da República, da portaria que anuncia “que o procedimento para elaboração do projecto de reabilitação da linha Pocinho – Barca d’Alva foi adiado para 2029”.
A Comunidade Intermunicipal do Douro pretende explicações do primeiro-ministro e já solicitou uma reunião com carácter de urgência.
“Depois de ter sido considerada estratégica e assumida como prioridade por vários ministros do Governo, o Douro não aceita que uma portaria agora publicada adie o projecto de execução para 2029”, refere o comunicado.
Recorde-se que na portaria publicada a 18 de Abril, o Governo refere que autorizou a Infraestruturas de Portugal a avançar com o estudo prévio e projecto de execução da reactivação da Linha do Douro, entre Pocinho e Barca d’Alva, numa despesa de 4,2 milhões de euros (mais IVA), que será feita entre 2024 e 2029.
A Linha Ferroviária do Douro liga o Porto ao Pocinho (171,522 quilómetros) e há vários anos que é defendida a reabertura do troço de 28 quilómetros, entre o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), desactivado em 1988.
O comunicado da Comunidade Intermunicipal do Douro adianta que esta nova portaria vem adiar “por mais seis anos a conclusão do projecto de execução do troço Pocinho – Barca d’Alva, hipotecando o futuro de uma região Património da Humanidade e que tem no caminho-de-ferro um dos seus mais importantes recursos turísticos e económicos”.
A Comunidade Intermunicipal do Douro, criada em 15 de Outubro de 2008, compreende os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

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