Associação-Confraria quer ajudar a escoar produtos do concelho de Celorico da Beira

Sede em Vide-Entre-Vinhas, no lugar de Galisteu

“Escoar os produtos do concelho, principalmente o azeite, o queijo e o mel” é o principal objectivo da Associação – Confraria dos Produtores de Azeite e Queijo Tradicional e outros Produtos Produzidos no Concelho de Celorico da Beira. Criada em 2009 por um grupo de amigos de Vide-Entre-Vinhas, Galisteu, Salgueirais, Casa de Soeiro e Celorico da Beira, esta Associação – Confraria tem sede em Vide-Entre-Vinhas, no lugar de Galisteu.
Na altura da fundação, em 2009, apareceu com a designação de Associação – Confraria dos Produtores Azeite e Queijo Tradicional da Beira Serrana Concelho Celorico da Beira, nome que seria alterado em 2013 “para ter uma maior abrangência”.
António José Batista, presidente da direcção, explicou, ao Jornal A Guarda, que a Associação-Confraria “tem procurado encontrar formas para ajudar a escoar os produtos tradicionais do concelho de Celorico da Beira”. Nesse sentido já promoveram reuniões com produtores nomeadamente de queijo e azeite mas “a afluência foi fraca”. “As pessoas que se dedicam à produção do queijo e do azeite estão idosas e os mais novos não querem dar continuidade a estas tradições”, referiu António Batista.
Num concelho que já conheceu grande pujança em termos de produção de azeite, queijo e mel, a Associação- Confraria pretende “ajudar a encontrar apoios do Governo com vista à promoção dos produtos regionais e autóctones”. E acrescenta: “As ajudas seriam para dar qualidade de vida aos que vão resistindo nas terras de origem, dignificando o trabalho e os produtos locais”.
Na altura da Páscoa, alguns membros da direcção da Associação-Confraria e outros amigos, residentes na zona de Lisboa, promovem um almoço convívio e passam por Celorico da Beira para comprar queijo, azeite e outros produtos regionais. “Tenho pessoas em Lisboa que me pedem para lhes levar queijo e garrafões de azeite”, explica António Batista.
Apesar de todo este empenho, a direcção reconhece que há cada vez menos produtores de queijo e “os que se vão mantendo acabam por vender o leite e não fazem queijo”. Para inverter a situação, António Batista defende a “construção de uma queijaria tradicional comunitária, com as regras que a lei exige, para que as pessoas que ainda têm leite pudessem produzir o próprio queijo”. E acrescenta: “seria uma queijaria comunitária que facilitasse a vida às pessoas de forma a manter a produção do queijo destas freguesias”. Reconhece que “sem apoios é difícil concretizar este projecto” e, por isso, quer “apresentar a ideia ao executivo camarário”.
Ainda sem indumentária própria, a Associação-Confraria faz questão de participar na Feira do Queijo de Celorico da Beira onde mostrou o logotipo que a identifica. “De momento ainda não temos roupa mas estamos a tratar de encontrar parceiros que nos ajudem, nomeadamente a Câmara Municipal”, referiu António Batista. E explica: “tem de ser uma indumentária que identifique os pastores e as pessoas do campo, em que se incluirá o capote e o chapéu”.
Com um número bastante reduzido de sócios, não chega à vintena, a Associação – Confraria dos Produtores Azeite e Queijo Tradicional e outros produtos produzidos no concelho de Celorico da Beira está empenhada em crescer, sempre a pensar na melhor forma de “promover os produtos de um concelho cada vez mais despovoado”.

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