Autarcas da Guarda, Castelo Branco e Leiria defendem aeroporto em Santarém

Debate decorreu em Santarém

A construção do novo aeroporto foi o tema de um debate, que decorreu em Santarém, no dia 17 de Outubro, e juntou os autarcas da Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém e os Turismos do Centro de Portugal, do Alentejo e do Ribatejo.
Sérgio Costa, Presidente da Câmara da Guarda, que falava no debate “Aeroporto em Santarém – a escolha certa?”, recordou a posição já defendida publicamente em Junho, pela Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela, onde o município se insere, e que defende a localização do novo aeroporto em Santarém. Posição também defendida por outros municípios e comunidades da região Centro do país.
O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, salientou que “a melhor solução” para os 15 municípios da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela “é Santarém”, pois é o projecto “que fica mais próximo” da região.
A região Centro é um quarto do território nacional, e o Presidente da Câmara da Guarda deu conta de que nos últimos 50 anos o país “andou a olhar muito para os grandes centros, a começar por Lisboa, sendo “mais do que tempo” de começar a olhar para o território “de uma outra forma”, a começar pelo aeroporto de Santarém.
Sérgio Costa referiu que a tendência de crescimento do Turismo na Região Centro de Portugal sairia a ganhar com a localização do novo aeroporto em Santarém, local mais próximo da região beirã e que consta da shortlist em análise, tendo em conta as soluções apresentadas pela Comissão Técnica Independente. A localização iria beneficiar também o Porto Seco da Guarda, satisfazendo a sua necessidade nas cadeias logísticas.
O promotor do projecto de construção de um aeroporto internacional em Santarém, salientou que uma infraestrutura aeroportuária “tem tudo para ser uma centralidade global, é um centro gravítico”, e pode ser também “uma grande forma de aliviar a pressão habitacional que existe em Lisboa”, criando “um corredor habitacional para Norte”.
Carlos Brazão adiantou que num “círculo de 20 quilómetros à volta do centro do aeroporto do ‘Magellan 500’ há nove sedes de município, das quais quatro são cidades”, enquanto “num raio de 20 quilómetros há volta do centro da localização do aeroporto em Alcochete não há uma única sede de município”. Referiu que a região pode “ser o fiel da balança”, pois no “Centro é onde vive grande parte da população”.
Anabela Freiras, da Entidade Regional de Turismo do Centro, disse que um investimento num aeroporto se faz “uma vez em décadas” e deve contribuir para “a diminuição das assimetrias sociais e económicas” e favorecer o turismo e actividade económica.
O vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Pedro Beato, disse que apesar de ter no seu território três locais possíveis para o novo aeroporto, a entidade nunca reuniu com a Comissão Técnica Independente constituída para escolher a localização.
O projecto ‘Magellan 500’, de privados, entre os quais o grupo Barraqueiro e fundadores liderados por Carlos Brazão, foi “desenhado com parceiros nacionais e internacionais de referência” e “assenta num conceito de sustentabilidade ambiental e flexibilidade no topo das suas prioridades”, explicam os promotores.
O relatório da Comissão Técnica Independente deverá estar pronto para consulta pública no final de Outubro ou início de Novembro, para a conclusão dos trabalhos até 31 de Dezembro, mediante entrega de um relatório final ao Governo.
Recorde-se que há nove opções possíveis para o novo aeroporto, que incluem as cinco definidas pelo Governo – Portela + Montijo, Montijo + Portela, Alcochete, Portela + Santarém, Santarém, Portela+Alcochete, Portela+Pegões, Rio Frio + Poceirão e Pegões.

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