Sob o signo do Maligno (IIIa)

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Jornal A Guarda

…E vieram depois aqueles juvenis rostos do Bloco de Esquerda
“naquele engano d’ alma ledo e cego” (a citação do vate supremo fora de contexto, claro…). Que escarmento!! Coisa digna de se ver como não se enxerga igual!! Impõe-se é dizer algo sobre o “patriarca” loução que os acompanhava. Um dia declarou que “a República é a rua” e só podemos ficar-lhe eternamente gratos por tão denso asserto – conquanto, todavia, tenha sido demasiado elíptico. Por que não falou para as massas e declarou: a República é a rua ululante, de punho erguido, destilando ódio, enquadrada por sábios oriundos da Economia (vesga), da Sociologia (retórica, na melhor das hipóteses), dos sábios psitacistas ou doxógrafos que se apresentam como politólogos e tutti quanti (seria fastidioso maçar o leitor com o rol de mais sábios)?
Em que(m) pensava o loução dirigente!!?? Nos génios Costa e Buiça, sumas concreções da rua que se estavam nas tintas para o imperativo “Não matarás” e, destarte, inauguraram o regime terrorista que foi a infame República? Infame, bem entendido, visto que se iniciou com crimes e com crimes continuou até aos seus repugnantes estertor e fim. Jamais se libertará deste labéu e de – “democraticamente” – ter sido imposta a 90% da população. O comum cidadão tem que informar-se, porque o enviesamento da História é o que tem sido propalado após o “glorioso” 25-IV.
Vencer pelo amor, pela profundidade das meditação e reflexão, pelo tocante sentimento!!?? Ora, ora… Exigimos mudança – já. A violência máxima? – Por que não? Pois não escreveram os pais fundadores uma obra cujo título era, precisamente, O Papel da Violência na História!!?? E, afinal, povo sim, mas só de “vanguarda”. Esse, reduzido a 2 ou 3 cabeças é que mandará. “Mandar é estar sentado”, disse Ortega y Gasset. “– O quê!!?? Tal louco disse tal coisa!!?? Ele até começou por apoiar a República e, depois, passou a apoiar Franco, porque, relativamente àquela, ‘não era aquilo que ele esperava’”. Só para nós estimado leitor. Ortega era um génio dos mais eminentes e, em Espanha, a República foi mutatis mutandis o que a de 1910 tinha sido aqui. Lembre-se só do que foi a participação nas campanhas da França e da Flandres e o opróbrio das campanhas no norte de Moçambique.
Loução disse mais – honra lhe seja pelas elevação e coerência … –, a saber: Dom Duarte de Bragança é um “patusco”. Quem logrará ensinar a um plebeu que o único mundo que importa é o da aristocracia de espírito? Não eram já na Grécia (antiga…) os aristói, os melhores? Ah! E se nos fixarmos bem no rosto da candidata a PR da “tresloucada agremiação” (assim designa os bloquistas o desassombrado Vasco Pulido Valente) não concluímos, automaticamente, que a voluntariedade tão manifesta no seu prognatismo não pode levar a nada de bom, visto que, dos seus olhos, emanam profundamente negativas vibrações? Uma coerência intrínseca não está ausente da identidade dos bandos.

Guarda – 12-XI-15

*As citações sem indicação de autor remetem para um amigo que é uma das figuras supremas do Esoterismo mundial.

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