O Carnaval já passou

O carnaval já passou. O seu dia no calendário já lá vai, no entanto por factores de vária ordem, há certos eventos que muitos se identificam com o carnaval, mas são adiados.

Sendo protelados caiem na quaresma, o que era impensável em tempos idos. Só que agora estes eventos perderam o seu valor no aspecto religioso e são vistos pelo prisma do âmbito cultural e mesmo comercial.
Se acontecer um imprevisto climatérico que inviabilize a realização de um acontecimento, onde foram investidas determinadas importâncias, entende-se que a melhor forma é o seu adiamento, pois até evita a desmotivação nas pessoas envolvidas em tudo o que se quer pôr em cena.
Também não deixa de ser verdade que todos eventos anuais que vão realizando por todo o país e nomeadamente no interior, o interesse principal é trazer gente até nós, para dar mais vida à região, tanto pela aquisição de produtos endógenos, como pela vida acrescida que dão à hotelaria.
Do clima e das evoluções da própria natureza, muitas coisas dependem. Por exemplo a neve aqui por a nossa vizinha Serra da Estrela, que em certos anos se torna um grande cartaz e este ano pouco tem ajudado o turismo local.
Outra situação é a da floração, nomeadamente da amendoeira, cuja programação é feita com alguns meses de antecedência, para a época que melhor se calcula, só que depois a flor vem mais cedo e acaba por já não dar o colorido às festividades que foram devidamente calendarizadas.
Aqui estão em questão os festejos e as diversões que se realizam ao ar livre, como já aqui me fiz entender. Pois serão os corsos carnavalescos, as diversões e os desportos da neve bem como a paisagem das amendoeiras em flor. São essas que correm riscos climáticos. Pois outros divertimentos que tenham lugar em recintos fechados até tiram vantagem pois a afluência é maior devido aí se sentir melhor comodidade do que no exterior.
Mas todos temos de ter em conta que a quaresma é um espaço de tempo, compreendido entre o Carnaval e a Pascoa, em que a “Fé” para quem a sente, obriga a certo recolhimento. Já não estamos habituados a certos rituais de outrora, todavia fica-nos bem um comportamento mais pacato e dentro do que nos for possível manter as nossas tradições que nos dão vida e tanto nos identificam. Como há épocas para tudo temos de ter em conta que esta é aquela em que devemos ser mais comedidos.
O que me faz assim falar, foi a formação que adquiri ao longo de décadas. Reconheço e não me peja dizê-lo, que nem sempre tive este ponto de vista, todavia os anos que vamos somando, acabam por nos dar uma visão mais madura da vida e evitar a todo o custo fazer uma má figura perante aqueles que nos conhecem, em especial os que são mais próximos.
Costumo eu dizer que não tenho intenções de ser perfeito, mas dentro das minhas possibilidades, evitar este ou aquele defeito.
Temos que ter em conta que este ano certos eventos profanos, acabam por cair na quaresma devido às festividades da páscoa terem lugar mais cedo no calendário, logo aí por arrasto o período que conta a partir da quarta-feira de cinzas também é antecipado.
Assim decorrerá no ano em que vivemos a segunda quinzena de fevereiro, com alguns eventos sagrados e outros profanos, mas todos eles bem enraizados no nosso modo de vida. Tendo isso em atenção toda a população que por aqui está radicada os tolera, pois vão fazendo parte do modo de viver de todo o povo que por aqui está fixado.
Este é o meu ponto de vista sobre o tema que hoje aqui trago. Podem muitos não concordar comigo, mas sempre respeito a opinião de quem quer que seja, pois eu próprio reconheço de que não sou dono de toda a razão.
Não me alongo mais por hoje, aqui voltarei no dia que em menos gosto, estou a falar do dia vinte e nove de fevereiro, que sempre trabalhei e nunca me foi pago. Também verdade seja dita, só tenho de dezoito dias com esta data na minha vida.
Até lá haja saúde e paz para todos nós.
Aquele Abraço!

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