Maio alegre e divertido

Cá estamos nós a viver o mês que mais dias tem de primavera, por sinal aquele que melhor faz o transporte dos dias mais temperados para os de temperaturas mais elevadas. Tudo isto acontece ao ritmo da batuta do cuco que nestes dias nos vai encantando com as suas serenatas.

Maio é alegre, a própria natureza vem prová-lo na maneira como se ajardina. Para isso contribui com o mosaico encantador que a flora silvestre ornamenta as encostas onde sobressaem os tons mais coloridos. Tudo isto acontece pelo crescente aumento do espaço diurno e pela subida das temperaturas que entretanto se vão registando. O espaço rural fica ornamentado, logo as visitas aos campos se tornam bem mais frequentes para recuperar energias e estabelecer uma melhor relação com a auto-estima. Esta situação tem um dia emblemático, estou a falar de quinta-feira dia da espiga, que embora sendo uma data móvel, por força do calendário, quase todos os anos se enquadra no mês de maio.
Estamos a falar de um dia muito importante para os amantes do mundo campesino, pois trinta autarquias das trezentas e oito que Portugal conta, celebram aqui o seu feriado municipal. O ponto principal são as delícias que o campo propicia, muito embora se não possam pôr de parte feiras anuais que em diversos pontos atingem grande notoriedade.
As árvores de fruto também aqui têm um papel importante, pois têm de dar condições aos seus frutos para mais tarde nos poderem servir. Aqui aparece a cerejeira que neste mês já apresenta boa produção, o que faz com que em algumas regiões do país se torne na principal actividade do ano, como é o caso de Fundão e Resende, onde as cerejas se transformam em autêntico ouro para os bolsos de quem vive à custa da terra. O preço da fruta faz com que envolva muita gente na colheita bem como nos transportes, dado se tratar de um fruto de condições perecíveis.
Maio também é um mês festivo, logo no seu primeiro dia tem a festa do dia do trabalhador, cuja data se comemora em todo o mundo civilizado com mais ou menos pompa.
No contexto religioso as festividades têm maior significado nomeadamente no dia três, que para muitos católicos ainda é dia de Santa Cruz. O maior destaque pertence à cidade de Barcelos, que guarda este dia como feriado municipal e leva a efeito a festa das cruzes, muito bem intitulada como a primeira grande romaria do Minho. Logo no primeiro domingo é consagrado o “dia da mãe”, dia em que os filhos, por norma, prestam homenagem à sua progenitora, que por todas as condições e mais uma, nunca deixa de ser merecida.
No dia treze é o primeiro dia do ano em que venera Nossa Senhora de Fátima, por sinal no dia em que se completa a maior peregrinação apeada do país em que vivemos. Sabemos que os crentes partiram das suas origens alguns dias mais cedo, mas sempre com o calendário a apontar a chegada à Cova de Iria em treze, no dia em que todos os caminhos vão dar a Fátima. Calcula-se que seja penoso palmilhar centenas de quilómetros, mas também se deve dizer que ninguém terá desistido por falta de Fé.
Por todo o mês de maio sucedem-se eventos destinados a espalhar a alegria e a diversão e tudo é propício para que o melhor aconteça tendo em conta as condições de natureza climática e a flor da giesta negral, as conhecias “maias”, que para tudo servem de adorno.
Estamos numa época do ano em que o calor já faz o seu efeito, logo as bebidas frescas e as refeições mais leves aparecem nas ementas de quem se faz apregoar para prestar o serviço mais conveniente para quem comparece com o estatuto de forasteiro.
Também é verdade que estes últimos também fazem parte da logística dos eventos, pois sem eles podia haver acontecimentos festivos, mas não era a mesma coisa. E por aqui fico, se tudo correr consoante o mau desejo, aqui estarei no dia vinte e cinco do mês que aqui se foca.
Haja saúde e um abraço para todos vós.

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