O ano de 2020, além de muitas outras coisas, celebra os 250 anos de nascimento de um dos pilares da história da música ocidental,

Ludwing van Beethoven. Na cidade de Bona, com pleno domínio artístico do período Clássico, nasce Beethoven em 1770. Caracterizado pelo estilo marcadamente dominado por Mozart, Beethoven depois da sua 3ª Sinfonia, Heróica, abre caminho ao novo período da história da música ocidental, designado de Romantismo. Foi com obras de compositores deste período e com os músicos da Orquestra Filarmónica Portuguesa sob a batuta do maestro Osvaldo Ferreira, que sábado passado tivemos a oportunidade de usufruir de um momento aprazível.O concerto decorreu ao final da tarde, no anfiteatro da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço num ambiente bucólico sob os olhares e ouvidos atentos, de um público ávido e simpático.Iniciou com tema do 4º andamento Coral, apenas instrumental, da 9ª Sinfonia de Beethoven. Serve de curiosidade acrescentar que Beethoven foi pioneiro ao introduzir vozes no género musical sinfónico. Muitos depois dele, seguiram a inovação.Prosseguiu com excertos da 6ª Sinfonia, conhecida por Pastoral.Depois, também do alemão Johannes Brahms, ouvimos o tema da 1ª Dança Húngara e o 3º andamento da 3ª Sinfonia. Aqui, sob a subtileza e nostálgica harmonia, foi feito um sentido pesar pelo precoce falecimento do deputado municipal Tiago Gonçalves. Igualmente do compositor do belo Stabat Mater, do boémio Antonin Dvorak, ouvimos o excerto inconfundível da sua 9ª Sinfonia.Um cocktail perfeito de caracteres fortes, emblemáticos e sonantes românticos.Conclui o concerto com a leveza e encanto próprio de uma Viena adormecida sob a régie da família Strauss, onde o encore fecha com a famosa Marcha Radetzky de Johannk Strauss, pai.Inserido na programação “Isto (não) é um festival” a Guarda convida a verdadeiros momentos regeneradores, do qual nos orgulhamos. Onde todas as atividades culturais estão de acordo com as normas sanitárias exigidas actualmente no combate às circunstâncias atuais.De lamentar, a inoportuna escolha musical ambiente posterior à conclusão do concerto. Onde certamente apenas se justifica, pelo embalar do staff, no desmontar do espaço!”