Vila Cortês do Mondego | Guarda


Numa pergunta dirigida ao Ministro Adjunto e da Economia, os deputados do CDS-PP Pedro Mota Soares, João Rebelo e Hélder Amaral querem saber se a tutela tem conhecimento da situação de encerramento iminente da empresa Dura Automotive, em Vila Cortês do Mondego, concelho da Guarda.
Os deputados do CDS-PP questionam, depois, se o Ministro Adjunto e da Economia confirma a resposta dada pelo seu Gabinete ao Grupo Parlamentar do CDS-PP, em Março, de que a Dura Automotive não tem como objectivo terminar a sua actividade na unidade fabril da Guarda, se confirma o pedido de audiência por parte do Presidente da Câmara Municipal da Guarda, para debater o futuro da empresa, e para quando está agendada essa reunião, se independentemente do pedido de audiência por parte da autarquia, o Governo já tomou, ou vai tomar, alguma medida no sentido de encontrar uma solução e, finalmente, se há alguma possibilidade de recuperação da empresa de modo a garantir a manutenção dos postos de trabalho, fundamentais para a região.
A Dura Automotive é uma empresa de fabrico de acessórios e outros componentes para automóveis que estará alegadamente em vias de deslocalizar a sua produção para outras unidades do grupo fora de Portugal.
Em causa está, nomeadamente, o fecho da linha de produção da Boco, um fornecedor da Mercedes que actualmente é responsável por cerca de 50% da facturação da Dura Automotive, e a sua intenção de retirar as encomendas e moldes até finais de Agosto de 2019, e de deslocar a produção para a Índia.
De grande importância no distrito da Guarda, a Dura Automotive foi fundada em 1994 e chegou a empregar entre 200 a 300 trabalhadores, impulsionando muito o emprego na região.
Os deputados do CDS-PP consideram que “a deslocalização da produção para fora do país e o consequente despedimento colectivo seria uma enorme machadada na economia da região e das famílias envolvidas, tanto mais que se trata de uma zona do interior, sem alternativas de emprego”.
O CDS-PP reuniu recentemente com a Comissão de Trabalhadores da fábrica, tendo constatado a enorme preocupação dos trabalhadores pela saída do maior cliente da Dura Automotive, em Vila Cortês do Mondego, o que poderá ditar o despedimento de, pelo menos, 50 trabalhadores, e eventualmente o encerramento da própria unidade.