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Epifania do Senhor – Solenidade

 

Na Liturgia da Palavra da Solenidade da Epifania do Senhor, encontramos um movimento descrito nas leituras que nos leva também a colocar-nos a caminho para nos encontrarmos com o menino-Deus – o Rei recém-nascido.
Na primeira leitura, o Profeta Isaías vê em Jerusalém, o lugar de encontro, porque: “Brilha sobre Ti a glória do Senhor. Olha ao redor e vê, todos se reúnem e vêm ao teu encontro”. (Is 60,2) Assim já as profecias davam a entender que havia de chegar o tempo em que de todos os pontos cardiais vinham para procurar e encontrar-se com o messias-Senhor.
É o próprio Senhor Deus que se faz presente na Humanidade e todos os povos da terra virão adorá-Lo. É no nascimento do menino-Deus que o encontro acontece entre Deus e os homens e é este encontro que leva a que de todos os Povos da terra possa vir quem pretenda encontrar-se com Ele.
Por isso, São Paulo na segunda leitura, diz-nos que no mistério de Cristo foi revelado que este encontro com a Salvação é para todos: “Os gentios recebem a mesma herança, pertencem ao Corpo e participam da mesma Promessa”. (Ef 3,6)
Assim a Epifania ou manifestação é o acontecimento revelador da Universalidade da Salvação, todos são chamados à Salvação, ninguém fica de fora. No entanto, requer da nossa parte uma atitude de aceitação que é dada em cada dia, no modo como se vive e se ama a Deus e ao próximo.
No Evangelho encontramos a narração que nos fala de uns magos, vindos de terras longínquas, o Oriente, para se encontrarem e adorarem o Rei que acabava de nascer. São estas personagens que nos ajudam a refletir sobre a importância do menino que nasceu, O Salvador, porque eles estavam atentos aos sinais que Deus lhes deu e não olharam a sacrifícios e a distâncias para O verem e estarem com Ele. Só por alguém muito importante, estariam dispostos a percorrer caminhos desconhecidos, apenas guiados por um sinal luminoso no céu – a Sua estrela.
Certamente que estas personagens, vindas do Oriente nos lançam desafios de reflexão: Primeiramente os Magos, dão-nos o exemplo para vencer a tentação da preguiça e do comodismo, já que nos ajudam a entender as palavras do Papa Francisco, «O cristão verdadeiro não é aquele que se instala e fica parado, mas aquele que confia em Deus e se deixa guiar num caminho aberto às surpresas do Senhor». Foi este caminho dos magos que nos lembra o nosso caminho da fé: deixar-se conduzir, porque o destino está nas mãos de Deus e não numa bola de cristal ou nos horóscopos.
Também os Magos do Oriente, nos ensinam que não se deve desistir. Quantas vezes o facilitismo e a resignação tomam conta de nós? Desistir porque há muitos obstáculos, não é solução, mas sim ter a paciência e a perseverança, que aliadas à sabedoria de esperar o tempo oportuno, fortalecem a atitude de quem segue o caminho de Deus.
É também a atitude dos Magos que nos ajudam a vencer as ideias pré-concebidas de Deus ou as ideias fixas sobre Ele. Ao entrarem onde poisou a estrela não se deixaram ludibriar pela pobreza e simplicidade em que viram o menino que procuravam.
Deus manifesta-se nas coisas simples, na pequenez de um presépio, na pequenez de um pobre ou na pequenez de uma hóstia consagrada.
Assim, na Solenidade da Epifania, levamos os mesmos desafios dos Magos, superar os obstáculos e tentações do caminho para que valorizemos o encontro único e transformador com Jesus, para que ao voltarmos a casa “por outro caminho”, signifique a mudança provocada e a conversão vivida.
Que este caminho, para nos encontrarmos com Jesus-Salvador, não seja feito sozinho… convidemos alguém para nos acompanhar na singular aventura do caminho.

 

 

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