É possível: Sede diferentes, sede santos!

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Jornal A Guarda

DOMINGO VII DO TEMPO COMUM

A liturgia da Palavra de Deus hoje, dá voz à proposta universal à santidade, tendo como fundamento a Santidade de Deus: “Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, Sou Santo”. (Lev 19,2)
Assim, o caminho de consciencialização crescente do Povo escolhido, feito com a ajuda de Deus, para que a lei de Talião, não se sobrepusesse à vontade do Senhor Deus, tem na primeira leitura a explicitação do querer divino através da comunicação de Moisés ao Povo: “Sede Santos, porque Eu sou Santo”. Isto implicava deixar de lado o ódio, a vingança e o rancor para com os membros do mesmo Povo de Deus, ideia e vontade que em Cristo Jesus toma a forma universal.
Então os passos dados para a concretização da vontade/ordem de Deus em relação à Sua Santidade, “porque eu Sou Santo”, tem no apelo do amor ao próximo mais um desafio para que o próprio homem encarne no mundo a Santidade de Deus.
Por isso mesmo, é o próprio Jesus, o Filho de Deus, que no Evangelho relembra o que estava para tás e a novidade que Ele propõe, substituir o ódio pelo Amor: “Eu porém digo-vos, amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem…” Assim fica claro o que é pedido aos seus discípulos em todos os tempos ou épocas da história, isto é, no passado e no presente.
Encontramos assim no Evangelho, a forma como devemos entender este desafio, que humanamente parece impossível: a primária forma de amar os inimigos é rezar por eles. Este é o modo mais imediato e autêntico de amar alguém, especialmente um inimigo, porque não está sujeito à proximidade de quem se ama, mas apoia-se na total gratuidade de quem quer o bem do outro. Por isso, rezar por alguém, por quem não se sente especial empatia, é tentar olhar o outro com o olhar do Senhor Deus. Amar o inimigo é de certeza o aspeto mais difícil e radical do Ser Cristão, porque como diz o povo ser “amigo do seu amigo” é algo demasiado comum, para ser exemplo exaltado ou elogiado segundo o ensinamento de Jesus: “Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?”, “Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito.” (Mt 5, 4)
Assim, a perspetiva da proposta de Cristo Jesus, é a diferença que assenta na essência de Deus em relação à natureza humana, para que esta encontre na Santidade e perfeição, a essência da semelhança com o Ser Divino.
Por isso, ser diferente no modo e no agir do Cristão em relação ao modo e agir mundano, é o desafio constante de todo aquele que como discípulo de Cristo se assume como templo do Espírito Santo e membro do Seu Corpo que é a Igreja.
É esta maneira de viver e fazer Igreja, como templos de Deus onde o Espírito Santo habita, que São Paulo lembra aos cristãos de Corinto. E que por isso, não devem com as divisões destruir esse templo.
Contrariar a ação de unidade e comunhão do Espírito Santo, pela astúcia da Sabedoria humana que consegue dividir e enfraquecer a comunidade, é negar a certeza que São Paulo nos deixa no final do texto da segunda leitura: “Tudo é vosso: Paulo, Apolo e Pedro, o mundo, a vida e a morte, as coisas presentes e as futuras. Tudo é vosso; mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus”. (1Cor 3, 23) Vivamos com esta certeza: Somos de Cristo, somos de Deus.

 

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