A Revelação nos caminhos da Salvação: RESSUSCITOU segundo as ESCRITURAS

Neste terceiro Domingo da Páscoa a Palavra de Deus continua a dar-nos conta das dificuldades dos Apóstolos

acreditarem na Ressurreição e o Senhor Ressuscitado a mostrar-lhes os sinais da crucificação para poderem acreditar. Contudo é a partir do momento em que lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras que os discípulos passam à certeza da Ressurreição.
Por isso, São Pedro na primeira leitura, recorda na sua pregação estas duas dimensões: Estava nas Escrituras e pela boca dos Profetas anunciada a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, o Servo de Deus, e que Eles (Apóstolos) eram testemunhas disso.
Assim se concretiza, na Palavra e no Testemunho, a perspetiva de São João, na segunda leitura, que “aquele que guardar a Palavra de Deus, nesse o Amor de Deus é perfeito”.
A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, coloca diante de nós, São Pedro a falar ao Povo e a recordar-lhes que “O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, O Deus dos nossos pais, glorificou o Seu Servo Jesus”, isto porque a maneira injusta como foi entregue, condenado e morto na cruz levou a que Deus o ressuscitasse dos Mortos e continuassem os Seus discípulos testemunhas de tudo isto.
Por isso, São Pedro tem a intenção de levar os Judeus a que compreendessem As Escrituras, que eles tinham como sagradas, onde estava, de antemão anunciado tudo isto, pela boca dos Profetas.
Também nós, hoje, cada vez que proclamamos as verdades da nossa fé, no Credo, recordamos esta dimensão: “Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras” …
Na segunda leitura, São João na sua primeira carta, escreve aos membros da sua comunidade para que não pequem. Fazer o bem e guardar os mandamentos de Deus é pôr em prática o mandamento do Amor, porque Deus é Amor. Mas São João esclarece os membros da comunidade: “se alguém pecar, tem em Jesus Cristo, O Justo, a interceder por nós junto de Deus-Pai, porque Ele foi “O Cordeiro imolado” pelos nossos pecados e também pelos do mundo inteiro.
Por isso, Jesus Cristo, no Seu mistério pascal, alcança para todos o perdão dos pecados, sendo que cada um de nós é chamado a aderir e a aceitar a graça do perdão pelos sacramentos na Igreja, em quem Jesus confiou este tesouro do Perdão: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ficaram perdoados”.
Assim, o desafio que São João nos deixa nesta segunda leitura é o de conhecer e guardar a Palavra da Escritura, para que o Amor de Deus em nós seja perfeito.
No Evangelho, os discípulos de Emaús estavam a contar o que lhes tinha acontecido e como tinham reconhecido Jesus ao partir do Pão. Na dificuldade que os discípulos e Apóstolos tinham, por causa da sua fé judaica, na ressurreição, Jesus apresenta-se novamente no meio dele, transmitindo-lhes a paz. Eles estavam perturbados e com dúvidas, mas Jesus diz-lhes que é Ele mesmo, os sinais da crucificação o demonstram e mesmo assim as dúvidas persistem, então pediu-lhes algo para comer e comeu na sua presença. Recordou-lhes a Escritura, segundo a qual tudo isto devia acontecer, mas só depois de lhes abrir o entendimento para compreenderem as mesmas Escrituras, é que eles acolhem o desafio de serem constituídos testemunhas de todas estas coisas.
Assim também nós, cristãos do século XXI, só deixando que a graça de Deus, pelo Espírito Santo, atue em nós, somos capazes de perceber os desafios que o Senhor Ressuscitado coloca à Sua Igreja: conhecer, meditar e aceitar as Escrituras, para que o nosso testemunho seja autêntico e coerente, nos caminhos novos que nascem da Páscoa da Ressurreição.
Que ao longo desta semana de Oração pelas Vocações, peçamos a Jesus Ressuscitado, que haja mais jovens a interrogar-se sobre a sua vocação e levem por diante o lema escolhido: “Para quem sou?” (Cristo Vive 286)

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