Restaurar a Terra

“Acelerar o restauro da terra, a resiliência à seca e à desertificação” foi o tema proposto para o Dia Mundial do Ambiente que se assinalou esta quarta-feira, 5 de Junho.

Hoje, mais do que nunca, as preocupações ambientais tomaram conta das agendas mediáticas dos políticos. Falar de crises como as alterações climáticas, a destruição da natureza e a perda de biodiversidade, assim como da poluição e do problema dos resíduos, tornou-se um lugar comum. A regeneração da natureza é fundamental, como forma de permitir aumentar os meios de subsistência, reduzir a pobreza e aumentar a resiliência a condições climáticas extremas. Sabemos que a regeneração da natureza também promove o aumento do armazenamento de carbono e retarda as alterações climáticas.

Sabemos que, no último ano, grande parte do mundo sentiu os impactos, não só do calor, mas também das tempestades, das inundações e da seca.

Apesar da consciencialização generalizada para estas situações e outras que vão provocando grandes catástrofes naturais, a humanidade parece pouco sensibilizada para comportamentos diferenciados.

Basta olhar à nossa volta e rapidamente damos conta de que pouco ou nada tem sido feito para evitar e minimizar os efeitos dos incêndios que todos os anos fustigam a região.

O Parque Natural da Serra da Estrela, por exemplo, tem sido afetado por incêndios cíclicos e catastróficos.

Apesar das muitas medidas anunciadas pouco ou nada tem sido feito para restaurar o património destas paisagens apoiando assim a recuperação da biodiversidade e adaptação dos ecossistemas às mudanças climáticas.

O Dia Mundial do Ambiente é celebrado desde 1974, no dia 5 de junho, e envolve governos, empresas, celebridades e cidadãos, que se juntam na concentração de esforços, no que diz respeito à problemática da questão ambiental.

Entre os dias 6 e 9 de junho, mais de 448 milhões de pessoas, nos 27 Estados-membros da União Europeia, são convocadas para elegerem os novos membros do Parlamento Europeu. Nas eleições europeias são escolhidos os deputados que durante cinco anos vão representar os cidadãos da UE no Parlamento Europeu, onde vão tomar decisões sobre leis europeias e aprovar o orçamento da União Europeia. Na escolha dos deputados também é importante conhecer e ter em conta os programas que defendem em termos ambientais. O planeta não pode continuar a ser adiado, há muito que precisa de ser cuidado. 

Notícias Relacionadas