Governo aguarda autorização para investimento em infra-estrutura de fibra óptica

Ana Abrunhosa deixou garantia nas ‘Conferências da Guarda’

A Ministra da Coesão Territorial disse, na Guarda, que o Governo está a aguardar pela autorização da Comissão Europeia para fazer um investimento de 300 milhões de euros em infra-estrutura de fibra óptica para cobrir todo o território nacional. Ana Abrunhosa falava sessão de encerramento da conferência “Guarda – Alavancas para o Desenvolvimento Económico Sustentado”, realizada no âmbito da iniciativa municipal “Conferências da Guarda”, que decorreu no dia 5 de Abril, na Câmara Municipal da Guarda.
A Ministra lembrou que no litoral as operadoras têm mercado para investir em infra-estrutura, mas no interior tal “não é rentável”, por isso, quando não há incentivo ao mercado, “o Estado deve fazer esse investimento ou deve subsidiar o privado para fazer esse investimento”.
Ana Abrunhosa explicou que com a ajuda das operadoras, a entidade reguladora, a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), “já fez o levantamento de todas as zonas onde não existe sinal”. E acrescentou: “Já pusemos até a consulta pública, duas vezes, esse mapa do território onde não há sinal de qualidade e estamos em consulta pública com o caderno de encargos para o concurso público internacional”.
A Ministra adiantou que está em causa “um investimento que ultrapassa os 300 milhões de euros e que será financiado a 50% com fundos europeus”. Logo que haja autorização da Comissão Europeia, o Governo promete lançar o concurso público internacional que vai permitir cobrir o país com fibra óptica.
“Se somarmos ao concurso do 5G, em pouco tempo teremos o país coberto com conectividade digital fixa e móvel. Isso vai pôr em pé de igualdade todo o território”, considerou Ana Abrunhosa.
A conferência, “Guarda – Alavancas para o Desenvolvimento Económico Sustentado” contou com a participação de vários oradores convidados, que apresentaram temas como “O papel da academia no desenvolvimento do ecossistema empreendedor local”, “A importância das redes de nova geração na atracção de investimento e fixação de pessoas” e “A tecnologia e inovação como plano A e B do crescimento económico”.

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