Ensaio Mazda CX60 2.5 eSkyactiv Surpreendente!

O Mazda CX-60 é um SUV de generosas dimensões equipado com um sistema híbrido Plug In e tração integral.

Dito assim, é apenas mais um SUV. Porém, sendo um Mazda, tem muitas diferenças face ao “status quo” do segmento.
Em primeiro lugar, utiliza um bloco a gasolina com quatro cilindros e 2.5 litros de cilindrada sem sobrealimentação. Em segundo lugar, o sistema híbrido não coloca o motor elétrico no eixo traseiro e as rodas traseiras têm tração através de veio de transmissão e diferencial.
Por outro lado, o sistema híbrido do CX-60 não utiliza uma bateria enorme e, por isso, oferece 63 km de autonomia em modo 100% elétrico. Que, na realidade, não são mais de 50 km.
Num automóvel com quase 4,8 metros de comprimento e uma distância entre eixos de 2870 mm, a habitabilidade está aquém do esperado. Numa situação normal, o espaço é apenas suficiente e nem sequer podemos culpar uma bagageira generosa, pois com 477 litros está longe dos melhores.
O conceito minimalista da Mazda é excelente. Em primeiro lugar, um volante de qualidade com dimensão e pega excelentes. Em segundo lugar, o ecrã do sistema de info entretenimento entra em “modo zen” o que é particularmente agradável à noite. As informações são todas transmitidas (até do sistema de navegação) no “Head Up Display” de qualidade que é oferecido de série. Finalmente, a excelente qualidade dos materiais e dos acabamentos, ajuda ao ambiente relaxado e acolhedor do habitáculo do CX-60.
Depois de muitos quilómetros ao volante do Mazda CX-60, temos de elogiar as performances – a aceleração é excelente para um carro com tanto peso – e a integração dos motores térmico e elétrico. Os consumos são razoáveis, mesmo quando acaba a bateria (3,2 l/100 km com ajuda, 7,4 l/100 km sem ajuda) e o comportamento é seguro.
É verdade que a habitabilidade deveria ser mais generosa e que as ajudas à condução ativas deveriam ser oferecidas de série e não como opcional, mas este Mazda CX-60 por menos de 70 mil euros é uma boa opção para ter um topo de gama que é diferente da multidão.

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