Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos apela à “dignidade de todos os seres humanos”

Migrações

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) alerta para a exploração e discriminação de migrantes e refugiados “nos seus locais de destino” apelando a “viver a fraternidade universal”, na mensagem para o Dia Internacional dos Migrantes que se assinalou no último domingo, dia 18 de Dezembro.
“Os migrantes e refugiados devem ser tratados com respeito e dignidade. Acreditamos que é importante assegurar que as famílias não sejam separadas, que sejam protegidas do risco do tráfico de seres humanos e tenham a oportunidade de viver com tranquilidade”, refere o documento da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) de Portugal.
‘Viver a fraternidade universal com os Migrantes e Refugiados’ foi o tema da mensagem do Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos para o Dia Internacional dos Migrantes 2022, uma data que se comemora a 18 de Dezembro, por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
O coordenador nacional da LOC/MTC Portugal, Américo Monteiro, assinala que esta mensagem se foca “numa realidade muito concreta”, apresenta a problemática e os apelos sobre as migrações e “as obrigações de todos”.
“Os migrantes e refugiados são explorados e discriminados nos seus locais de destino. É necessário promover o desenvolvimento sustentável e assegurar a dignidade de todos os seres humanos, incluindo os migrantes”, lê-se na mensagem que este ano foi escrita pela Acção Católica do Japão (ACO).
O Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR contabiliza que “mais de 100 milhões de refugiados em todo o mundo foram forçados a fugir das suas casas”, por causa das perseguições e violências, causadas por conflitos e guerras civis, neste ano de 2022.
A organização católica japonesa adianta que “trabalham muitos estrangeiros” neste país e dá conta que, recentemente, “o número de estagiários técnicos estrangeiros tem aumentado”, projecto criado com o objectivo de “transmissão de competências” tem sido “fortemente criticado” pela comunidade internacional como “centro de tráfico de pessoas e um sistema de escravatura”.
A Acção Católica do Japão sublinha a preocupação “com a situação na Ucrânia, invadida pela força”, e com os crimes de ódio no seu país, “actos motivados por discriminação e ódio racial, religioso, etc”, e vai continuar a trabalhar com sindicatos e outros grupos cívicos para “proteger os direitos humanos dos trabalhadores japoneses e dos estagiários técnicos estrangeiros”.

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