José Registo o padre 112 da zona de Belmonte

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Jornal A Guarda

Arciprestado de Manteigas/Belmonte

“O 112 da zona” é assim que o padre José Martins Registo se define por estar “sempre disponível para acudir aos padres que precisavam de ajuda”. “Andava de um lado para o outro sempre que era necessário ajudar um colega no serviço da paróquia” explica.
Natural de “Santa Maria de Manteigas”, como fez questão de frisar, estudou nos Seminários do Fundão e Guarda e mais tarde na Universidade Católica, em Lisboa, onde se licenciou em Clássicas (Português, Latim e Grego). Deu aulas na Guarda, Covilhã, Belmonte e Manteigas. No ensino conviveu com muitas pessoas e a disponibilidade foi sempre a sua marca de presença.
Apesar de guardar gratas recordações como professor, considera que a maior realização foi como Padre.
Aponta a ordenação de dois padres em Colmeal da Torre (Belmonte) e de um em Vale Formoso (Covilhã) como os momentos mais marcantes da vida de pároco. “Sempre mandei muitos jovens para o Seminário. Tive sempre essa preocupação e o resultado foi muito positivo com a ordenação de dois padres em Colmeal da Torre e de um que acompanhei na recta final de Vale Formoso”, explicou ao Jornal A GUARDA. E acrescentou: “Chegámos a ter doze seminaristas das minhas paróquias a estudar no Seminário”.
Lembra também com muita alegria, a entrada de uma jovem, que agora é Freira, para as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus.
Padre desde 1961 foi ordenado na Sé da Guarda, por D. Policarpo da Costa Vaz, num ano em que houve mais dez ordenações. Em 53 anos de sacerdócio passou por Caria, Vale de Amoreira, Valhelhas, Famalicão da Serra, Belmonte, Maçainhas, Colmeal da Torre, Gaia, Gonçalo, Seixo Amarelo e Inguias. Nestas terras procurou “estar sempre disponível para atender as pessoas”. Mesmo quando andou em Lisboa a tirar a Licenciatura “nunca desprezou o trabalho de pároco”. “Não me acusa a consciência de ter desprezado as paróquias”, adiantou.
Recorda com saudade os encontros com os jovens e os acampamentos feitos na Serra de Famalicão. Sem nunca ter tido problemas de maior com os paroquianos diz que criou “relacionamentos que perduram através dos tempos”. Mesmo em Belmonte, onde foi pároco ao longo de 34 anos, manteve sempre “relações cordiais com a comunidade judaica”.
Actualmente, devido à falta de saúde, tem a sua área de acção restrita às paróquias de Colmeal da Torre e Maçainhas. Fisicamente “muito diminuído”, com limitações no andar e na visão, continua a participar em todas as actividades que são promovidas a nível do arciprestado e da diocese. Considera que marcar presença nas actividades é enriquecedor a nível pessoal e muito estimulante para os paroquianos. Reconhece e agradece o trabalho dos colaboradores tanto no apoio à igreja como nas actividades da catequese.
Numa altura em que já não é “capaz de fazer quase nada”, continua a ajudar os colegas no serviço paroquial sempre que é solicitado. E conclui: “Estou aqui enquanto Deus quiser ou enquanto o senhor Bispo quiser”.

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