Jornada sobre sinodalidade aponta para “Igreja participativa e co-responsável”

Diocese da Guarda

As jornadas de formação dedicadas ao tema “Igreja sinodal em missão”, orientadas por Jose San Jose Prisco, um dos peritos presentes na assembleia se Outubro, decorreram no dia 1 de Dezembro no Seminário da Guarda. A iniciativa, promovida pela Diocese da Guarda, juntou perto de uma centena de pessoas de vários arciprestados.
Para além de apresentar os principais fundamentos históricos, teológicos, canónicos e pastorais da sinodalidade, o orador convidado também partilhou a sua experiência e proporcionou as “Conversações no Espírito”. Jose San Jose Prisco referiu que “uma Igreja sinodal é uma Igreja participativa e co-responsável”.
Apresentou a sinodalidade como o caminho pelo qual todos os fiéis, portadores do comum sentido da Fé, participam na vida da comunidade, dando o seu contributo, geralmente através de sistemas de representação, para que sejam boas as decisões.
Explicou que comunhão, participação e missão constituem o eixo condutor de todo o processo sinodal, sendo o Espírito Santo o seu primeiro protagonista.
Jose San Jose Prisco também se procurou fazer alguma experiência dos diálogos no Espírito experimentados no Sínodo, com momentos complementares e sequenciais de uso da palavra, de silêncio e de oração. Sobre este ponto, D. Manuel Felício disse ao Jornal A GUARDA que “Olhando para a realidade concreta da nossa Diocese da Guarda e das suas comunidades, estes diálogos no Espírito apontaram para a necessidade de promover partilha em pequenos grupos, assembleias paroquiais abertas à participação de todos e também o maior envolvimento dos diáconos e sacerdotes neste processo”. Apontou a família como o lugar primeiro da iniciação aos hábitos de diálogo e partilha.
Entre as dificuldades maiores que se colocam no processo sinodal apontou “a indiferença, mas também a oposição, mais ou menos declarada, à Igreja e ao Evangelho, assim como a crítica infundada”.
O Bispo da Guarda explicou que “a tentação do individualismo e do materialismo inibe, frequentemente, as pessoas de darem o devido valor às dimensões mais importantes da vida, o que dificulta o seu interesse pelo caminho sinodal”. Referiu que “a formação oferecida a todos os membros do Povo de Deus é caminho prioritário e determinante para abrir as portas à necessária participação, em particular dos leigos”.
D. Manuel Felício referiu ainda que “o défice de comunicação, dentro da Igreja Diocesana e para o exterior, continua a dificultar e muito o processo sinodal”.

Notícias Relacionadas