Diocese da Guarda promete apuramento da verdade e aplicação da justiça

Casos de abuso sexual na Igreja sinalizados no relatório da Comissão Independente

A Diocese da Guarda afirmou, em comunicado, que os casos de abuso sexual na Igreja sinalizados no relatório da Comissão Independente vão ter “tratamento adequados nas instâncias canónicas e civis” e tudo fará “para que a verdade seja apurada e a justiça aplicada”.
No documento divulgado na página da internet, sobre o relatório final da Comissão Independente para o estudo dos abusos sexuais de crianças na Igreja em Portugal, apresentado no dia 13 de Fevereiro, a Diocese da Guarda reafirma a convicção de que “a nível moral nunca o mal poderá prescrever”.
A Diocese da Guarda agradece o “longo, apurado e doloroso trabalho levado a cabo pela Comissão Independente”, contando com o trabalho da Comissão Diocesana de Protecção de Menores e Vulneráveis para “ajudar a definir os caminhos necessários para a erradicação de todos os abusos”.
“Reafirmamos a vontade de tudo fazer para que situações destas não voltem a acontecer, procurando fomentar em todas as instituições da Igreja uma cultura de prevenção, cuidado e transparência, com tolerância zero, para qualquer tipo de abusos”, acrescenta o comunicado.
Recorde-se que o relatório da Comissão Independente validou 512 testemunhos entre Janeiro e Outubro de 2022, projectando um número “mínimo” de 4815 vítimas, entre 1950 e o último ano. Na Diocese da Guarda foram sinalizados 13 casos.
O comunicado divulgado pela Diocese dá conta de que “esta Comissão foi criada por iniciativa da Conferência Episcopal tomada em Novembro de 2021, ao mesmo tempo que lhe foram garantidos todos os meios logísticos e materiais, incluindo a abertura dos Arquivos Diocesanos para a investigação histórica”.
No seguimento dos dados avançados pelo relatório da Comissão Independente, a Diocese da Guarda vai promover uma “formação dirigida a todos os agentes pastorais” com o objectivo de promover uma “cada vez maior prevenção”, seguindo as indicações do documento Protecção de menores e adultos vulneráveis. Mostra também “disponibilidade continuada para escuta permanente de eventuais novos casos” e promete acompanhar “as vítimas identificadas”.
“Queremos assim, percorrer os trilhos que nos recomenda o Evangelho para cuidarmos devidamente uns dos outros e de forma especial dos mais fragilizados”, conclui o comunicado da Diocese da Guarda.
A Diocese da Guarda criou a Comissão de Protecção de Menores e Vulneráveis, presidida pelo Juiz desembargador jubilado da secção criminal do Tribunal da relação de Coimbra, João Inácio Monteiro. Esta Comissão iniciou funções no dia 8 de Junho de 2020.

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