D. Manuel Felício pediu “comunidades fortes e consolidadas” para aproveitar e aplicar “caminho sinodal”

Vigília Pascal

D. Manuel Felício considera que a experiência da fé tem implicações na vida pessoal de cada um, “nas relações” e, por consequência, introduz “novidade também na vida social”.
“Nós hoje temos muito a aprender desta segunda geração, que já não tinha o apoio físico e presencial dos apóstolos, como nós, mas, com persistência e no relativo anonimato, foi consolidando as novas práticas e as próprias comunidades, dentro de um processo que era novo e, como tal, exigia muitas mudanças na vida das pessoas, das comunidades e dos próprios costumes mais comuns”, explicou o bispo da Guarda, na homilia da vigília pascal na Sé, na noite de 30 de Março. E acrescentou: “Como eles, também nós hoje, embora à distância, no tempo, dos acontecimentos originais, continuamos com a urgência de voltar, de novo, à experiência do encontro com o Senhor Ressuscitado, que é sempre o ponto de partida de toda a vida da Fé e da acção evangelizadora”.
O bispo da Guarda valorizou o “suporte” que as comunidades significam e convidou a “fortificar e consolidar” as experiências comunitárias, reconhecendo que “o horizonte da Fé vai para além delas”.
“Nesta Páscoa, pedimos ao Senhor Ressuscitado a graça de fortalecer a vida das nossas comunidades com o objectivo de ir mais longe no anúncio do Evangelho, sobretudo de olhos colocadas nessas periferias para as quais incessantemente nos chama a atenção o Papa Francisco. E pedimos também que, no esforço por revitalizar as nossas comunidades, saibamos aproveitar e aplicar bem as propostas do caminho sinodal que nos estão a ser feitas”, disse D. Manuel Felício. E acrescentou: “Precisamos de comunidades que vivam a experiência da máxima participação de todos e com grandes opções de vida assentes no discernimento comunitário”.

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