Bispo diz aos jovens que “esta é a hora” de ajudar os outros

Guarda

Na celebração do Dia Mundial da Juventude, que se assinalou a 26 de Novembro, o Bispo da Guarda disse aos jovens que “esta é a hora de cada um e cada uma não ficar parado”.
D. Manuel da Rocha Felício lançou o desafio para cada jovem se empenhe “e ajudar os outros a envolverem-se também no grande desígnio de fazer com que Jesus reine”.
“Este Dia Mundial da Juventude pergunta-nos: ‘E agora o que fazer?’. A resposta tem de a encontrar cada um de vós no encontro consigo mesmo e com Deus, na luz do Seu Espírito, no diálogo com outros jovens, no acompanhamento que temos de fazer uns aos outros e que as comunidades desejam oferecer a todos”, salientou, na homilia. A Jornada Diocesana da Juventude da Diocese da Guarda começou em Gouveia, com a ‘Noite da Juventude, no Seminário de São João Baptista.
Depois doa colhimento e do jantar, seguiu-se a eucaristia, em que o bispo diocesano relembrou a mensagem do Papa Francisco para o dia que descreveu o encontro em agosto, na capital portuguesa, como “uma verdadeira e real experiência de transfiguração, uma explosão de luz e alegria!”. “Ora, é esta explosão de luz e alegria que nós queremos continuar a experimentar para levarmos ao mundo as razões de esperança que lhe faltam”, indicou o bispo diocesano.
Sobre “Jesus, de facto, é Rei, como expressamente Ele o disse, quando interpelado por Pilatos. Mas acrescentou, de imediato, que o Seu Reino não é deste mundo. Isto quer dizer que o seu modo de ser rei não coincide com o dos grandes senhores deste mundo”.
D. Manuel Felício debruçou-se sobre o Evangelho de domingo em que o rei acolhe as ovelhas e convida-as a tomar posse da herança do reino e afasta os cabritos e impede-os de tomar posse dessa herança.
Lembrando a solenidade de Cristo Rei disse que atitude de amor ou de indiferença para com os irmãos que se encontram em situações dramáticas de necessidade é o que faz o rei optar por receber uns e afastar outros, uma vez que manifestar amor e solidariedade para com os mais frágeis é fazê-lo com o próprio Jesus. E explicou: “De facto, a realeza de Cristo aponta-nos caminhos novos para transformar o poder, grande ou pequeno, de cada um em serviço dos outros e, por outro lado, para vencer a tentação de transformarmos os serviços que nos são confiados em lugares de poder”.
O programa da Jornada Diocesana da Juventude da Guarda contou ainda com um concerto do padre Duarte Rosado, da Companhia de Jesus, responsável pelo momento musical “Isaías e a fragilidade” na vigília da JMJ 2023, em Lisboa.

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