Bispo da Guarda recorda memória da Instituição da Eucaristia e do Ministério Sacerdotal

Quinta-feira Santa – Ceia do Senhor

O bispo da Guarda disse, na homília da Missa da Ceia do Senhor, em Quinta-feira Santa, 28 de Março, que “a comunidade cristã percebeu, desde o início, que a Eucaristia é o grande tesouro onde se conserva a própria Pessoa de Jesus com o gesto de amor sem limites, que vai até à morte na cruz, para salvação do mundo”. D. Manuel Felício explicou que “em cada Celebração Eucarística, volta-se para este tesouro e procura tirar dele toda a motivação e força necessárias para continuar, nos tempos atuais, a pôr em prática o exemplo de Jesus”.
Sobre o lava-pés, a que chamou “gesto surpreendente” apontou-o como “exemplo de amor e serviço, por excelência, que Jesus deixa aos seus discípulos”.
Para D. Manuel Felício “o simbolismo deste gesto está principalmente em que eram os servos que lavavam os pés aso seus senhores”, explicando que, por isso, “Pedro não queria aceitar tanta humildade na pessoa de Jesus, que, assim, voluntariamente se colocava ao nível do escravo”. E acrescentou: “Na realidade, Jesus apresenta, com o gesto do lava-pés, a explicação mais acabada do mandamento novo do amor no qual se resume toda a lei”.
À semelhança do que fez Jesus, o bispo da Guarda recordou a todos os presentes a necessidade de “amar até às últimas consequências”.
O bispo da Guarda evocou o V Congresso Eucarístico Nacional que vai decorrer em Braga que convida “a acompanhar os discípulos de Emaús neste reconhecimento de Jesus ao partir do pão, ou seja na Celebração Eucarística e a descobrir que esta partilha alimenta a esperança”. E acrescentou: “Olhando ainda ao V Congresso Eucarístico Nacional, que se vai realizar dentro de dois meses, desejamos que a sua preparação próxima e realização sejam oportunidade bem aproveitada para renovar a vida eucarística em toda a nossa Diocese”. Recordou que a Diocese da Guarda tem “a boa tradição do Lausperene, que, desde os anos 50 do século passado, compromete cada Paróquia, num determinado dia do mês a fazer adoração Eucarística”. E acrescentou: “Queremos agora remotivar e renovar esta boa prática recebida da tradição e também na celebração de Quinta-Feira Santa, confiar ao Senhor da Eucaristia este nosso propósito”.
D. Manuel Felício disse que “com a instituição da Eucaristia, Jesus ofereceu aos discípulos a forma mais surpreendente de cumprir a promessa que lhes fez de estar sempre com eles”.

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