Bispo da Guarda convidou “a olhar em frente, com renovada esperança”, o ano novo

Homília de D. Manuel Felício, na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Na homília da Missa do primeiro dia do ano de 2023, na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o Bispo da Guarda destacou acontecimentos e momentos vividos e celebrados em 2022, pedindo “a graça” para que se saiba investir “todas as energias em caminhos de bem-estar” para todas as pessoas no novo ano.
“Esses caminhos passam obviamente por procurar garantir saúde para todos, por promover o diálogo e a concertação entre as partes em conflito para que as guerras acabem”, começou por assinalar D. Manuel Felício.
O Bispo da Guarda disse que estes “caminhos de bem-estar” passam também por “criar hábitos de cuidar bem da casa comum, a natureza e os seus ambientes, por acções concertadas de “luta contra a pobreza e as desigualdades gritantes” nas sociedades.
O trabalho “é um bem essencial que precisa de cuidado prioritário”, enquanto a globalização e o fenómeno persistente dos migrantes e refugiados “continua a ser grande desafio para o novo ano”.
Para D. Manuel Felício “o dia de hoje é para olhar em frente, com renovada esperança, porque o novo ano aí está, desafiando-nos a meter pés ao caminho, rumo ao futuro novo que a fé nos inspira e as sociedades necessitam”.
Na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o Bispo da Guarda confiou à protecção de Nossa Senhora, de modo especial, “o novo ano e todos os projectos em agenda”, e assinalou que, neste dia 1 de Janeiro, a Igreja Católica celebra o Dia Mundial da Paz, “ininterruptamente” há 56 anos, a paz que é um dom e “exige a colaboração de todos”.
O ano de 2022 foi também um “grande dom de Deus” para progredir na “prática do bem, no crescimento material e espiritual”, no contributo para a crescente humanização da sociedade em geral, mas trouxe “algumas dificuldades”, como a guerra na Europa que “desequilibrou muito a vida das pessoas e das sociedades”, e os efeitos da instabilidade foi sentida “especialmente” nos mais débeis, nos mais pobres.
Recordou que a Igreja Católica em Portugal viveu um ano na “preocupação” de responder ao apelo do Papa Francisco para viver “em caminhada sinodal”. Na Diocese da Guarda vão continuar “introduzindo o espirito sinodal em todos os trabalhos pastorais”.
D. Manuel Felício destacou que a Diocese da Guarda viveu o ano de 2022 a pensar na preparação da Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa, de 1 a 6 de Agosto de 2023, tendo recebido a peregrinação dos dois símbolos da JMJ, de 5 de Março a 3 de Abril, estando agora a organizar os ‘Dias nas Dioceses’.
“Estamos a preparar-nos para receber jovens vindos de várias partes do mundo, que vão passar connosco uma semana, trazendo-nos a riqueza da sua experiência humana e de fé e esperando de nós a legítima retribuição com os bens igualmente da nossa fé, mas também das nossas tradições e da nossa cultura”, explicou o Bispo da Guarda.
O Bispo da Guarda fez ainda alusão à morte do Papa emérito Bento XVI, com 95 anos de idade, no dia 31 de Dezembro. Sobre o Papa emérito disse que foi “um presente de Deus para a Igreja e para o mundo”.

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