Exposição Dark Safari mostra obras da Colecção de Arte Contemporânea do Estado

No Museu do Côa e no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, até 30 de Julho

A exposição Dark Safari – Obras da Colecção de Arte Contemporânea do Estado, no Museu do Côa, e no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, foi inaugurada pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, na sexta-feira, 17 de Fevereiro. Com curadoria de Sara & André e de Manuel João Vieira, a mostra integra mais de 40 obras de autores nacionais e internacionais e fica patente nos dois espaços até ao dia 30 de Julho de 2023.
Resultante de uma parceria entre a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), a Fundação Côa Parque e o Município de Vila Nova de Foz Côa, esta exposição dá início a um programa de circulação da CACE pelo território nacional, no quadro de uma estratégia de descentralização da arte contemporânea que envolverá instituições públicas e privadas.
Dark Safari coloca peças do acervo da Colecção de Arte Contemporânea do Estado em diálogo com as gravuras rupestres do Vale do Côa, questionando abertamente conceitos como “artista”, “território” e “paisagem”. O resultado é um “excêntrico safari”, tendo como referência a obra do artista angolano Kiluanji Kia Henda.
Entre 2019 e 2022, o programa de aquisições para a Colecção de Arte Contemporânea do Estado já se traduziu na integração de 239 obras de 209 artistas, num investimento global de 2 milhões e 250 mil euros.
Para o ministro da Cultura, “é simbólico que a primeira mostra da Colecção de Arte Contemporânea do Estado aconteça em Foz Côa, um território de baixa densidade, distante das áreas metropolitanas, com uma paisagem profundamente marcada pelas primeiras manifestações artísticas do Homem, de certa forma ‘berço’ do que hoje apelidamos de arte pública”.
Pedro Adão e Silva sublinha que esta exposição reflecte “o grande investimento do Governo na Arte Contemporânea, materializado na criação da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), com uma linha de apoio em 2023 de dois milhões de euros, e também na política de aquisições e programação associada à Colecção de Arte Contemporânea do Estado, cujo orçamento ascende este ano a um milhão de euros”.
“A estes instrumentos acresce um expressivo aumento de 214 por cento na verba destinada às Artes Visuais no Programa de Apoio Sustentado da Direcção-Geral das Artes, que no actual ciclo (2023-2026) soma 12.280 milhões de euros (no ciclo anterior o montante foi de 3.910 milhões de euros)”, conclui.

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