Programa de apoio ao arrendamento de habitação a custos acessíveis provoca discórdia

Município da Guarda está disponível para rever o protocolo se houver alterações

O município da Guarda está disponível para rever o protocolo apresentado ao programa de apoio ao arrendamento de habitação a custos acessíveis, caso haja alterações em relação ao pagamento de despesas, nomeadamente a manutenção e o pagamento das rendas.
Sérgio Costa, presidente da autarquia explicou, depois da reunião desta segunda-feira, 13 de Fevereiro, que o “município da Guarda está disponível para continuar a discutir o protocolo, assim haja abertura do IHRU – Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana para suportar mais custos”.
Sérgio Costa adiantou que a autarquia está disponível para discutir o protocolo, mas quer saber quem é que vai pagar grande parte das despesas. Explicou que no âmbito do protocolo de cooperação relativo a projectos de habitação a custos acessíveis, assinado pela Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela, o município tem custos com as rendas, tem de pagar manutenção, tem de pagar os projectos, a fiscalização, a gestão da obra, o que custará “largas centenas de milhares de euros” e sem financiamento.
O presidente da Câmara da Guarda disse que o município celebrou, recentemente, um protocolo com o IHRU – Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, para fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, no valor de 6,7 milhões de euros, para 50 habitações sociais, e está a preparar duas candidaturas ao programa de habitação acessível.
Sérgio Costa avançou com esta explicação depois da concelhia do PS e os vereadores do PS e PSD no executivo terem falado do assunto do protocolo celebrado entre a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) e o IHRU ao programa de arrendamento de habitação a custos acessíveis, que na Guarda tem um projecto que prevê 11 fogos, no valor de 485 mil euros.
A concelhia do PS da Guarda lamentou, em conferência de imprensa, que a Câmara da Guarda se tenha candidatado ao programa de habitação a custos acessíveis “com um projecto que prevê unicamente 11 fogos, no valor de 485 mil euros, o segundo valor mais baixo entre todos os que foram propostos pelos 15 municípios da comunidade intermunicipal”.
António Monteirinho, Presidente da Concelhia da Guarda do PS, disse que se trata de “uma candidatura com um número insignificante de fogos”. E acrescentou: “A falta de atenção, de estudo e de planeamento da actual Câmara da Guarda não permite resolver os problemas que afectam o nosso concelho, como se pode ver pelo tratamento que foi dado a um dossier tão importante como é o da habitação”.
Luís Couto, vereador do PS na Câmara da Guarda, disse que apresentou nove perguntas por escrito ao executivo, por considerar que a autarquia “podia e devia ter ido mais longe” na candidatura ao programa de apoio ao arrendamento de habitação a custos acessíveis.
“Ficámos extremamente preocupados com a falta de visão deste executivo” que “desbaratou uma oportunidade única”, disse o vereador do PSD, Carlos Chaves Monteiro, sobre este assunto.

 

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