Órgão de tubos da Sé da Guarda deve estar pronto em Novembro de 2023

Projecto da Organaria Frederico Desmottes

A reconstrução do órgão da Sé da Guarda vai ser feita pela Organaria Frederico Desmottes, sediada em Landete (Cuenca – Espanha). A empresa vencedora foi apresentada no dia 3 de Junho, na Sé da Guarda, numa cerimónia em que também estava programada a assinatura de adjudicação da construção mas que não aconteceu devido á ausência do representante da empresa vencedora. A construção do órgão, a instalar na porta do fundo da nave central da Sé da Guarda, tem um prazo de 20 meses, a contar da assinatura do contrato. A inauguração deverá acontecer em Novembro de 2023.
A construção do órgão de tubos na Sé da Guarda, uma antiga pretensão da Diocese, começa a ganhar forma depois da escolha da empresa vencedora, a Organaria Frederico Desmottes, que se comprometeu a executar a obra no prazo de 20 meses a contar da assinatura do contrato.
Em causa está um investimento global superior a 930 mil euros, dos quais cerca de 750 mil apoiados no âmbito do Centro 2020 e o restante valor, com orçamento próprio da Direcção Regional de Cultura, da Diocese da Guarda e com o apoio dos municípios, nomeadamente do município da Guarda.
A Directora Regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, esteve na cerimónia protocolar, que decorreu no dia 3 de Junho, na Sé da Guarda, e marcou a assinatura do contrato de adjudicação da empreitada de recuperação do órgão de tubos da Sé da Guarda, financiado no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro – Centro 2020.
Susana Menezes referiu que o valor global do investimento será referente “não só à reconstrução do órgão, enquanto instrumento, como também à criação da plataforma de suporte que vai sustentar o órgão, precisamente ao fundo da nave central da Sé”. E acrescentou: “Do nosso ponto de vista, da Direcção Regional da Cultura, mais do que um instrumento musical que damos à Diocese (…) estamos a falar de um novo activo cultural que se integra, em toda a sua extensão, naquela que é a estratégia da Direcção Regional da Cultura para a próxima década, no que diz respeito à promoção e divulgação cultural”.
A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno, destacou a reposição de peças do antigo órgão o que irá permitir “recuperar aquilo que foi destruído”.
D. Manuel Felício disse que a construção do órgão será importante não só para o culto religioso, como também para o panorama cultural da região. “Confiamos no compromisso das instituições, na generosidade das pessoas e na bênção de Deus, para termos de regresso à Sé Catedral da Guarda este instrumento que tanta falta lhe faz”, considerou o Bispo da Guarda.
O presidente da Câmara Municipal da Guarda admitiu que o futuro órgão de tubos será “mais um factor de atracção cultural” para a cidade. Sérgio Costa considerou que “este investimento vai marcar e contribuir para a dinamização cultural de toda a região”.
O futuro órgão de tubos da Sé da Guarda constará de 40 registos (sonoridades), distribuídos por três teclados manuais e pedaleira, num total de 2498 tubos. O móvel que vai albergar o instrumento possuirá uma clara inspiração barroca, já que o mesmo deverá integrar alguns elementos decorativos do anterior órgão setecentista.

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