O 25 de Abril visto pelos de cá!

O Jornal A GUARDA assinala a Revolução do 25 de Abril, também conhecida como Revolução dos Cravos, com trabalhos de gente da Guarda. As poesias são dos Professores José Manuel Monteiro e Emília Barbeira e as ilustrações dos alunos da Escola da Sé, Mateus Fortunato e Ana Alves.

A data assinala um evento da história de Portugal resultante do movimento político e social, ocorrido a 25 de Abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de Abril de 1976.

Um poema, um abraço
aos Capitães de abril

Um poema, um forte abraço aos CAPITÃES 
Que no dia 25 de abril alteraram as leis 
E também as vidas de filhos, pais e mães! 
 

Graças à sua combatividade e determinação 
O país encetou poderosa movimentação 
E todos sem exceção com a corajosa mão 
Cravos vermelhos exibiram da cor do coração. 
 

Nunca Portugal tinha visto semelhante ação 
Nunca o país amealhara tamanha união, 
Pois todos ambicionavam a sua libertação 
E todos diziam: – Hoje é dia de comemoração. 
E todos gritavam qual lindo galo fanfarrão: 
– Liberdade, liberdade, sim, cativeiro, não. 
– Liberdade para quantos hoje aqui estão! 
 

Parabéns aos intrépidos Capitães de Abril 
Que exibiram muita força e alegria pueril 
E em todos despertaram doces sonhos mil!
Emília Barbeira

Em abril
Em abril floriu a liberdade
com cravos de vermelha cor;
em abril por toda a cidade
se expandiu a reprimida dor
para festejar a pujante idade
de uma revolução em flor. 

Um mar de gente saiuà rua
todo alvoroçado nas vontades
unido num sólido coração
capaz de ir buscar a Lua
para iluminar as verdades
ocultas na longa opressão.

O grito soltou-se bem alto
das bocas como uma só;
tremeu o Carmo e a Trindade
e foi tão grande o sobressalto
que sem piedade nem dó
se ouviu em uníssono: LIBERDADE!

E a cidade foi um espanto
de esperança e alegria:
as ruas engalanaram-se
os tanques abrilaram-se
a noite converteu-se em dia.
José Manuel Monteiro

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