Luís Couto e Vitor Amaral preocupados com os estragos dos incêndios

Vereadores da Câmara da Guarda pedem união de esforços

Luís Couto e Vítor Amaral, vereadores na Câmara da Guarda, do PS e do PSD, respectivamente, manifestaram grande consternação em relação ao grande incêndio que consumiu uma vasta área da Serra da Estrela, incluindo na freguesia de Famalicão da Serra, de onde são naturais.
Mesmo com a garantia de que as medidas apresentadas pelos autarcas dos municípios afectados pelo incêndio tinham sido bem acolhidas pelo Governo, os vereadores fizeram questão de referir que a região “ficou mais pobre”, apelando à união de esforços, tendo em vista a revitalização de toda a área ardida.
Luís Couto disse que o incêndio “foi uma calamidade, uma catástrofe para as aldeias de Valhelhas, Vale de Amoreira, Sameiro, Videmonte, Fernão Joanes, Seixo, Gonçalo e Famalicão” e que o Governo tem de “olhar com prioridade para estas freguesias”.
Vítor Amaral adiantou que “os factos são conhecidos e queremos todos acreditar que esta grande calamidade que assolou o Parque Natural da Serra da Estrela, em particular o concelho da Guarda, nas suas freguesias rurais, seja devidamente avaliado com determinação, com independência, para perceber o que é que correu mal e o que é que correu bem”.
O vereador do PSD lembrou que “30% do Parque Natural está destruído” e “há aqui um grande prejuízo para os habitats naturais, para a regeneração daquilo que é a fauna e a flora desta vasta região riquíssima, que é classificada como Geopark da Unesco”.
Vitor Amaral disse que “vamos ficar durante anos e se calhar gerações, sem aquilo que nós tínhamos como um parque verde que, no fundo gera economia local, gera turismo, gera desenvolvimento e gera qualidade de vida”.
Adiantou que “está praticamente provado que este incêndio teve mão criminosa e que houve reacendimentos que podiam ter, eventualmente, sido evitados”. Considerou que “há aqui uma avaliação de especialistas que deve, naturalmente, ser bem analisada” e questionou sobre o que se vai fazer daqui para a frente face aos danos em habitats e espécies protegidas neste que é o segundo maior Parque Natural nacional, assim como os danos económicos e patrimoniais desta vasta região”.
Pediu um investimento que “não sejam migalhas” considerando que “o PRR tem de entrar aqui em força”.
Vítor Amaral referiu que “para lá das reacções e da resposta imediata” o importante é saber “o que é que vem a seguir”. E acrescentou: “Temos de nos focar no futuro. Há uma desolação, mas há também uma esperança, tem de haver. Os nossos filhos, as gerações vindouras exigem que nós tenhamos capacidade para reagir”.
Através de uma imagem dos castanheiros siameses existentes em Famalicão que se se mantiveram de pé e abraçados, perante o incêndio, lembrou que “nós temos de nos manter de pé e abraçados em nome do futuro desta região, independentemente das perdas individuais de cada um”.
Para além do mapeamento concelhio, Vítor Amaral pediu que a Câmara aproveite as medidas importantes criadas pelo Estado, dando como exemplo a Área Integrada da Gestão da Paisagem.
O presidente Sérgio Costa disse que tudo será feito para que o Parque natural da Serra da Estrela “venha a ser muito melhor do que era”.

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