Guarda – Vereadores da oposição chumbam proposta de nomeação do Conselho de Administração da Águas Públicas em Altitude

A nova proposta para o conselho de administração da empresa APAL – Águas Públicas em Altitude, Serviços Intermunicipalizados, que previa o regime de rotatividade pelos quatro presidentes de câmara e a permanência dos dois vogais, a tempo inteiro, Susana Figueiredo (presidente da Junta de Freguesia da Ratoeira, concelho de Celorico da Beira) e Renato Craveiro (responsável na EPAL em Manteigas), foi chumbada pelos vereadores da oposição da Câmara da Guarda, na reunião desta segunda-feira, 27 de Maio.

A proposta apresentada pelos autarcas da Guarda, Celorico da Beira, Manteigas e Sabugal não foi bem recebida pelos vereadores do PSD e do PS na Câmara da Guarda que votaram contra, defendendo que o cargo de presidente do Conselho de Administração deve ser exercido em exclusividade.

Adelaide Campos, vereadora do PS disse que “aquilo que nasce torto tarda ou nunca se endireita”, mostrando-se “profundamente incomodada” com as decisões dadas a conhecer na conferência de imprensa dos presidentes de Câmara que integram a APAL.

O vereador do PSD, Carlos Chaves Monteiro propôs que a presidência do Conselho de Administração da empresa APAL fosse exercida por Renato Alexandre da Silva Craveiro (responsável de área na Direcção de Operação de Abastecimento Águas de Vale do Tejo/EPAL) que na proposta surge como vogal. Esta proposta acabaria por ter o aval da vereadora do PS Adelaide Campos.

O impasse levou ao adiamento da votação, para o final da reunião, dando tempo a que Sérgio Costa consultasse os autarcas de Celorico da Beira, Manteigas e Sabugal, que decidiram manter a proposta de regime de rotatividade. Perante esta posição dos quatro autarcas, os vereadores da oposição na Câmara da Guarda votaram contra a nomeação do Conselho de Administração da APAL.

“Os senhores vereadores da oposição votaram contra esta proposta dos quatro presidentes de câmara que estão perfeitamente alinhados nesta matéria, mas o que acontece agora é que quem fica na administração são três presidentes de câmara”, explicou Sérgio Costa. Lembrou que “a proposta foi pensada e previa a rotatividade dos presidentes de câmara com o tempo necessário para a integração dos serviços de cada concelho, de cada autarca na nova entidade e depois rodaria”. E acrescentou: “Os senhores vereadores da oposição que hoje votaram contra isto foram os mesmos vereadores da oposição que votaram a favor de que no dia 1 de Junho a entidade tinha de começar a funcionar”.

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