Comandante reafirma necessidade de novas instalações para o Comando Distrital

Comemorações do 130.º aniversário da PSP da Guarda

O comandante Distrital da PSP da Guarda, Intendente Salvado Lopes, voltou a defender, na cerimónia comemorativa do 130.º aniversário daquela força policial, realizada no dia 22 de Outubro, a necessidade de o Comando ser dotado com novas instalações. “As instalações, na generalidade dos nossos serviços na cidade da Guarda, não estão de forma alguma em consonância com as exigências policiais que são feitas a um Comando desta dimensão nem com a qualidade e dignidade de que se deve revestir um serviço público desta natureza”, afirmou na sua intervenção. Salvado Lopes lembrou que as actuais instalações, no edifício do ex-Governo Civil, “já serviam a PSP em 1897 quando o seu efectivo era de 26 profissionais”.
De acordo com o Intendente, um novo edifício para a PSP da Guarda permitirá a concentração dos serviços que se encontram actualmente dispersos e a resolução dos “problemas de acentuada exiguidade das actuais instalações da sede de Comando Distrital”. Referiu que a Direcção Nacional da PSP, o Ministério da Administração Interna (MAI) e a Câmara Municipal da Guarda têm empenho na resolução do problema, por isso, o processo, “pela sua urgência, não pode parar”.
O Director Nacional da PSP, Luís Farinha, que presidiu à cerimónia comemorativa, adiantou que “há um processo em curso” para dotar a PSP da Guarda com novas instalações, mas disse “aguardar serenamente” pelo seu desenvolvimento. “A Direcção Nacional está empenhada, conforme está o senhor presidente da Câmara e o MAI, em que se arranje uma solução que permita agregar num único espaço as instalações dispersas do Comando Distrital da Guarda e criar melhores condições de trabalho”, afirmou aos jornalistas.
Por sua vez, o presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, afirmou no seu discurso que é sabido do seu empenho para, naquilo que estiver ao seu alcance, poder “ajudar a que, amanhã, o Comando Distrital da PSP da Guarda se sinta ainda com melhores condições de trabalho”.
Álvaro Amaro reafirmou ainda a disponibilidade do Município a que preside para resolver o problema das instalações, reconhecendo que se trata de “uma justíssima reivindicação” da PSP da Guarda.
Durante a sessão, foi apresentado o resultado de um estudo realizado pela PSP e pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG), junto de 664 residentes na área urbana da Guarda, que concluiu que “80% da população considera a cidade da Guarda uma cidade segura”. Elisa Figueiredo, docente do IPG, que apresentou o estudo sobre “Segurança e comportamento preventivo na cidade da Guarda”, revelou que os inquiridos apontaram que o tipo de crime mais praticado é o de danos e vandalismo, seguido do consumo e tráfico de estupefacientes e de furto em edifícios comerciais. “Ainda assim, as pessoas continuam a achar que a cidade da Guarda é claramente uma cidade segura”, afirmou. Como medidas apontadas para mitigar a ocorrência dos crimes, os habitantes apontam “a necessidade de haver mais agentes policiais na via pública”, o combate ao crime de estupefacientes e o aumento das penas para os infractores. Elisa Figueiredo adiantou ainda que os residentes consideram que “a zona mais crítica” da cidade em termos de segurança é a zona histórica, seguindo-se o Parque Municipal e o Bairro das Lameirinhas.
Durante as comemorações do 130.º aniversário da PSP, foram impostas condecorações e entregues louvores a 12 agentes que prestam serviço no Comando Distrital da Guarda, que também inclui a Esquadra de Gouveia.

Notícias Relacionadas