Chuva provoca rasto de destruição em Sameiro

Manteigas activou Plano de Emergência Municipal

Em Manteigas foi activado o Plano de Emergência Municipal, na madrugada desta terça-feira, 13 de Setembro, devido aos estragos provocados pela chuva, na freguesia de Sameiro. Para o local foram mobilizados vários meios municipais, da freguesia, bombeiros, sapadores, GNR e, principalmente, de civis, que realizaram trabalhos conjuntos de desobstrução de canais, vias e habitações sob a orientação da Protecção Civil.
“Os danos são enormes, várias viaturas foram arrastadas pela força da água, temos casas e negócios afectados”, bem como “estradas, iluminação pública, infra-estruturas de água e saneamento, equipamentos desportivos e lúdicos”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Manteigas. Flávio Massano adiantou que não tinha “informação de feridos, nem desaparecidos, mas estamos no terreno a avaliar a todo o instante”.
A forte chuvada que se fez sentir na região arrastou viaturas, destroços e cinza provocando inundações em várias habitações, na povoação de Sameiro. O deslizamento de terras foi causado pela chuva que caiu com intensidade nas áreas afectadas pelo incêndio que lavrou na Serra da Estrela durante o mês de Agosto.
Após o encerramento da Estrada Regional 338, por precaução, decretado na segunda-feira, dia 12 de Setembro, motivado pelo Aviso Amarelo emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), devido a precipitação intensa e vento forte, foi dado o alerta para um deslizamento de terras, na povoação de Sameiro, pelas 3.48 horas de 13 de Setembro.
O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, adiantou que o deslizamento de terras que afectou a localidade do Sameiro foi causado pela chuva que caiu com intensidade nas áreas afectadas pelo incêndio que lavrou na Serra da Estrela durante o mês de Agosto, tendo ocorrido um movimento de terras e detritos que alagou o leito do Rio Zêzere.
“Acordámos com a maior das tristezas… O que o incêndio nos deixou a chuva tudo levou… Muitos danos. Muito prejuízo. Um grande rasto de destruição. Sem palavras”, escrevia o “Blogue Sameiro”, na manhã desta terça-feira, 13 de Setembro.
Recorde-se que a zona de Sameiro, no concelho de Manteigas, foi uma das mais fustigadas no incêndio que consumiu uma vasta área de mato e floresta na Serra da Estrela, durante as primeiras semanas do mês de Agosto.
Na sequência deste incêndio os municípios afectados (Manteigas, Guarda, Gouveia, Celorico da Beira, Seia e Covilhã defenderam algumas medidas para as zonas ardidas, nomeadamente: Decretar com efeitos imediatos o estado de calamidade para toda a área do Parque Natural da Serra da Estrela; Elaboração de um Plano de Revitalização do PNSE, nomeadamente ao nível do seu reordenamento florestal, paisagístico, hídrico e turístico; Tratamento prioritário das bacias hidrográficas do Zêzere e do Mondego, evitando que todo o território, mas também a bacia do Vale do Tejo e do Baixo Mondego sejam afectadas pela contaminação da água em virtude da erosão dos solos.
Também pediram a aprovação de medidas de curto prazo, tendo em vista a estabilização de emergência dos solos e das encostas afectadas pelo incêndio; a recuperação das infra-estruturas viárias, telecomunicações e outras; e o apoio ao sector da agricultura, pecuária e exploração florestal.

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