Câmara recebeu proposta de três forças políticas, para o orçamento do próximo ano

Proposta do CDS foi a única que entrou dentro do prazo

A Câmara da Guarda está a preparar o Orçamento para o próximo ano e quis envolver todas as forças políticas presentes no executivo e na Assembleia Municipal neste processo. Na reunião de Câmara desta segunda-feira, 24 de Outubro, o Presidente Sérgio Costa explicou que o pedido de contributos apontava o dia 18 de Outubro como prazo para que todos pudessem dar os seus contributos, mas só uma força política, o CDS, cumpriu esse prazo. Adiantou que “no final da passada semana foi-nos enviado o contributo do Partido Socialista e hoje, na reunião de Câmara foi apresentado pelo Partido Social Democrata”.
Apesar das propostas do PSD terem sido apresentadas fora de tempo, Sérgio Costa pediu que “fossem enviadas por escrito” para serem avaliadas. “O que puder ser avaliado vai ser avaliado, porque o tempo urge e nós estamos em pela acção de preparação do orçamento”, considerou. E adiantou: “Isto é um trabalho técnico muito árduo que tem de ser feito e quem apresenta as propostas sabe bem do que estou a falar”.
Na reunião desta segunda-feira, os vereadores do PSD, apresentaram algumas propostas para o Orçamento 2023. Para o sector social/ residencial, Carlos Chaves Monteiro referiu a criação de um Fundo de solidariedade para as famílias mais desfavorecidas e mais afectadas pela crise, no ano de 2023, no valor de 500 mil euros, bem como a redução do IMI ao mínimo legal para os proprietários do Concelho que reabilitem os imoveis e os destinem ao arrendamento para estudantes do Ensino Universitário Politécnico.
No sector emprego/competitividade sugeriu a criação Programa Guarda Talentos, com duas linhas de acção: Bolsa anual de 50 mil euros para as melhores cinco ideias de negócio e inovação a fixar no concelho; e Network Economia do Conhecimento, um encontro semestral, reunindo responsáveis de empresas, profissionais, estudantes, professores/ investigadores, empreendedores, como espaço de troca de ideias e experiências sobre inovação.
Nos sectores educação e ambiente sugeriu um programa anual de educação ambiental, no âmbito do contributo dos ODS, junto da população escolar dos vários graus de ensino, virado para a preservação do património natural e sustentabilidade, tendo como exemplo o risco dos incêndios. Também referiu a necessidade de apoiar a instalação de salas Snoezelen( sala multissensorial) de apoio à educação inclusiva que possibilitem a estimulação sensorial de crianças e adultos com dificuldades, deficiências ou outras limitações, numa escola de cada um dos Agrupamentos escolares do Concelho da Guarda, com uma dotação de 20mil euros. .
Outro dos pontos sugeridos passa pela gratuitidade dos transportes escolares para todos os alunos do Concelho que frequentem o ensino público.
Na reunião, o vereador do PSD, Vitor Amaral, questionou o Presidente Sérgio Costa sobre assuntos relacionados com a cultura. Perguntou se o Teatro Municipal da Guarda sempre vai receber 800 mil euros para programação, no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses e se não há ainda assinatura do Contrato com a DGARTES.
Sérgio Costa disse que a grande maioria dos municípios que viram os seus equipamentos apoiados no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses ainda não assinaram o contrato com a DGARTES. E acrescentou: “”Quem manda na cultura da Guarda tem de ser o município”.

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