Câmara Guarda elaborou “um forte e extenso programa cultural de celebração de Abril”

Guarda – comemorações dos 50 anos do 25 de Abril

O programa das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, apresentado pela Câmara da Guarda, foi um dos assuntos que marcou a reunião desta segunda-feira, 8 de Abril.
O presidente da autarquia referiu que “a Câmara Municipal da Guarda elaborou um forte e extenso programa cultural de celebração de Abril, não esquecendo as crianças e jovens que, felizmente, nasceram e cresceram em liberdade, para que a memória da nossa Revolução dos Cravos não esmoreça ou se dilua por entre as brumas da história”.
Sérgio Costa adiantou que se trata de “um programa arrojado que se irá prolongar ao longo de um ano”.
Explicou também que o programa foi construído com os contributos dos membros da comissão executiva, com a ajuda da comissão coordenadora e também dos técnicos do município.
Os vereadores da oposição aproveitaram a reunião para criticar o programa apresentado pela Câmara Municipal como um dos melhores do país.
O vereador do PS, António Monteirinho disse que “o programa foi feito em cima do joelho” apesar de ter começado muito bem com a criação de comissões para o efeito. Lamentou o facto de muitos dos elementos que integram a comissão organizadora não tenham participado na elaboração do programa.
Carlos Chaves Monteiro disse que os vereadores do PSD esperavam “um programa diferenciador e criativo” e que, em algumas actividades, houvesse articulação com o programa nacional das comemorações. Considerou que o programa apresentado “é uma manta de retalhos” que servia para assinalar qualquer outra efeméride.
O vereador do PSD disse que “é com alguma tristeza que vemos as pessoas a não serem integradas, a não se sentirem motivadas num programa como aquele que foi apresentado à Guarda”. Destacou o trabalho dos técnicos do Teatro Municipal da Guarda, da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço e do Museu da Guarda. Considerou que “foi feito um trabalho adequado mas devia ter sido pedido mais”.
No final da reunião, o presidente da autarquia referiu que “os representantes dos partidos políticos que estavam presentes na comissão executiva não deram nenhum contributo, concretamente destes dois partidos políticos”. E acrescentou: “Não se dá contributo nenhum e a seguir fala-se mal de tudo o que se faz”. “Nós fomos mesmo muito democráticos nesta matéria, quisemos ouvir tudo e todos e durante muito tempo tivemos as portas abertas para ouvir tudo e todos”.
Sérgio Costa explicou que “99% das propostas da comissão foram todas acolhidas no programa”. E acrescentou: Estamos muito agradecidos de todos os contributos que nos fizeram chegar especialmente da Comissão de Coordenação e dos técnicos do município”.

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