Câmara da Guarda comprou antiga fábrica têxtil para criar área empresarial

Imóvel na aldeia de Trinta custou 50 mil euros

A ratificação de uma proposta para “aquisição de um prédio urbano, à massa insolvente de Vasco Costa Sousa Ldª – aquisição de imóvel com outorga da escritura pública”, na aldeia de Trinta, foi um dos pontos aprovados, por unanimidade, na reunião da Câmara Municipal da Guarda, desta segunda-feira, 23 de Janeiro. A Câmara da Guarda decidiu comprar o imóvel da antiga empresa de fabrico de mantas e de cobertores Vasco Costa Sousa, Lda., conhecida por Serralã, pelo valor de 50 mil euros.
A aquisição, em leilão público, do edifício foi justificada tendo em vista a implementação de uma área empresarial de fixação de pequenas e micro empresas, na aldeia de Trinta.
No final da reunião, o Presidente da autarquia, Sérgio Costa, disse que o município adquiriu o imóvel pelo valor de 50 mil euros, para adaptação a área de localização empresarial.
“É esse caminho que temos vindo a fazer ao longo do nosso mandato. Criar pequenas, se quisermos, micro áreas de localização empresarial, para que alguns negócios que se queiram fixar naquele território possam ter ali um espaço digno para desenvolverem o seu negócio”, explicou o autarca.
Lembrou que, anteriormente, a Câmara da Guarda já tinha adquirido o edifício da antiga fábrica de confecções em Famalicão da Serra e outro na vila de Gonçalo, onde pretende instalar Centro Interpretativo da Cestaria.
Luís Couto, vereador do PS, votou favoravelmente este ponto mas mostrou alguma preocupação “com a falta de critérios objectivos” na aquisição de imóveis nas freguesias.
“Se todos começam a pedir que se comprem imóveis não sei como se resolve o problema”, adiantou Luís Couto. E acrescentou: “Não sei se isto é a melhor opção para gastar o dinheiro público”.
Carlos Chaves Monteiro e Vítor Amaral, vereadores do PSD na Câmara da Guarda, também votaram a favor da aquisição do imóvel. “Quando existe vontade de recuperar, somos sempre a favor”, adiantou Carlos Chaves Monteiro.
Para Vítor Amaral, se falhar a capacidade de fixação empresarial, o município “deve avançar com um polo museológico industrial”. Considera que “há necessidade de criar novos atractivos” na zona de Trinta, dada a proximidade dos Passadiços do Mondego.

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