Área de abrangência da ULS Guarda tem 5 mil utentes sem médico de família

Concelho da Guarda é o que regista maior percentagem

Na área de abrangência de toda a ULS Guarda há 5 mil utentes sem médico de família, 3 mil dos quais no concelho da Guarda. Os números foram avançados por António Luis Serra, Director Clínico para os Cuidados de Saúde Primários da ULS Guarda, no final da inauguração da Unidade de Saúde Familiar Carolina Beatriz Ângelo, que teve lugar esta segunda-feira, 16 de Janeiro.
Num ano em que vão para a reforma 9, 10 médicos de família este responsável disse que, neste momento, a situação preocupa a ULS Guarda, que já está a trabalhar para encontrar alternativas. “Este ano há médicos que se vão aposentar e vão ficar esses ficheiros a descoberto mas estamos já a trabalhar para que sejam substituídos”, garantiu António Luís Serra. Adiantou que Manteigas, Figueira, Trancoso e mesmo Sabugal são os locais onde há mais dificuldades com os médicos de família.
Este responsável deu conta que “desde o início do ano que entrou em funcionamento uma nova maneira de organização na referenciação entre unidades de saúde”. E explicou: “A um utente que vá á urgência do Hospital Sousa Martins é feita uma triagem. Se for atribuída uma cor verde ou azul e se o utente estiver de acordo regressa ao Centro de Saúde com a garantia de que é observado por um médico num espaço de 24 horas”. E acrescentou: “Para quem está numa situação que não é aguda, que não é urgente, necessita de ser visto mas não é urgente, temos esse recurso”.
António Luís Serra referiu que “esta Unidade de Saúde Familiar, que agora foi constituída, vai aumentar um pouco mais a cobertura dos utentes que estão sem médicos de família”.
O Presidente da Câmara da Guarda também falou na “necessidade de atribuir médicos de família a toda a população”. Sérgio Costa referiu que “com a abertura desta Unidade de Saúde Familiar é possível que essa lista de espera venha agora a ser reduzida”.
“Não podemos esquecer que há várias valências, há várias especialidades no nosso Hospital que não podem simplesmente desaparecer. Para além da obstetrícia, para alem da nossa maternidade há outras especialidades”, considerou.
O autarca referiu que a administração da ULS Guarda tem de continuar a trabalhar “para que nós possamos ter bons cuidados de saúde e que a Guarda continue a ser uma referência nessa matéria na região e no país”. E acrescentou: “É esse trabalho que nós queremos” e “a administração tem essa obrigação, tem essa responsabilidade”.

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