Terapia assistida com animais

Embora muitos de nós, entendamos intuitivamente os benefícios das interações positivas com os animais,

a comunidade científica reconhece o impacto que o vínculo humano-animal pode ter na saúde individual e comunitária.
O termo Terapia Assistida com Animais tem sido muito debatido existindo uma tendência crescente em chamar de “terapia” a todo o tipo de programas nos quais existe uma relação com animais. Ora bem, na realidade a Terapia assistida com animais, faz parte integrante de um quadro mais geral de Intervenções assistidas por animais (IAA), intervenções essas com objetivos definidos, que incluem a presença de animais e que além das terapias na área da saúde, têm outro tipo de intervenção, direcionado para a educação, com públicos-alvo distintos.
. A Terapia Assistida com Animais, TAA, como normalmente se denomina, é um processo terapêutico baseado em critérios específicos, usado mundialmente e padronizado pela organização americana – Delta-Society, aplicado por profissionais das áreas da saúde e/ou educação, devidamente habilitados. O animal propriamente dito, é a parte principal e integrante do tratamento, tendo o objetivo de promover o desenvolvimento e auxiliar na recuperação social, emocional, física e cognitiva, muito particularmente em grupos etários mais jovens (crianças e jovens).
Este tipo de terapia tem como finalidade promover a saúde através de três mecanismos: a diminuição da solidão e da depressão, a diminuição da ansiedade e um aumento do estímulo para a prática de exercício e pode ser aplicada em áreas relacionadas ao desenvolvimento psicomotor e sensorial, no tratamento de distúrbios físicos, mentais e emocionais e em programas destinados a melhorar a capacidade de socialização e a autoestima.
. A Educação Assistida com Animais (EAA), é aplicada por profissionais qualificados, tanto em educação geral como em educação especial, tem como objetivo melhorar o sucesso académico, as capacidades sociais e função cognitiva.
Em Portugal existem instituições de ensino que abordam este tema como pós graduações, com carácter profissionalizante.
Há também em Portugal instituições que garantem essa educação, feita em conjunto, e presencialmente para o cão e o seu tutor. Este tipo de animais tem de obedecer a uma série de regras, onde é realçado o vínculo educacional entre o cão e o seu tutor, como salvaguarda do trabalho que vierem a desenvolver. O cão não pode ser reativo à presença de pessoas e outros animais e são sujeitos a provas de avaliação específicas no fim da formação.
Estes animais são especialmente seguidos em termos de saúde com exames efetuados periodicamente por médicos veterinários que os acompanham garantindo o seu estado de saúde, com programas de desparasitação e vacinação, assim como de despiste de possíveis doenças, zoonoses, que possam ser susceptíveis de comprometer a saúde daqueles com quem vão partilhar grande parte da sua vida.
Porque eles merecem o nosso melhor!

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